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Economia
Fevereiro 03, 2018 - 08:35

Boeing propõe à Embraer criação de nova empresa e ações têm alta

Embraer

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Foto: Divulgação

Negociações entre as duas companhias avançam, com a possibilidade da criação de uma terceira empresa que ficaria responsável pelo desenvolvimento de novas aeronaves civis e pela promoção da linha de jatos regionais

Caíque [email protected]íqueToledo

Em um avanço na tentativa de tentar fazer decolar a complexa negociação de cooperação de negócios entre as duas empresas, Embraer e Boeing analisam agora a possibilidade criarem uma terceira companhia, que seria responsável pelo desenvolvimento de novas aeronaves civis e a promoção da linha de jatos regionais da fabricante com sede em São José dos Campos.

A terceira companhia seria controlada pela gigante norte-americana. Essa seria uma forma de driblar a resistência do governo do presidente Michel Temer (MDB), que não concordava com a cessão do controle de projetos militares.

Temer e a cúpula do governo, em várias oportunidades, destacaram que não permitiram a 'venda' da Embraer. O governo brasileiro detém uma golden share na Embraer, mecanismo que dá poder de veto em decisões estratégicas da fabricante brasileira, como uma eventual aquisição da companhia.

A proposta de criação de uma terceira companhia, que chegou a ser dada como concretizada pelo jornal O Globo nesta sexta-feira, provocando uma elevação do valor das ações da empresa brasileira. Em nota, a Embraer negou que o negócio esteja certo e reafirmou que as negociações estão em curso (leia texto na página 3).

As primeiras informações sobre o negócio, em dezembro, davam conta de que a Embraer negociava a venda completa para a Boeing, o que dias depois foi desmentido -- as duas partes negociam um acordo de fusão, criando um bloco entre EUA e Brasil para competir no mercado global de aviação.

Seria uma forma de a Boeing, líder na fabricação de aviões comerciais ao lado do consórcio europeu Airbus, fazer frente à investida da concorrente no mercado de aviação regional, este liderado pela Embraer.

Em 2017, a Airbus comprou fatia majoritária do programa de aeronaves C Series da canadense Bombardier, principal concorrente da Embraer.

NEGOCIAÇÃO.

Nesta sexta-feira, após as informações a respeito do avanço nas negociações entre as companhias, as ações da Embraer subiram na bolsa: às 11h, a alta chegou a R$ 21,96 -- de acordo com a revista especializada InfoMoney. Mais tarde, no pré-fechamento, a alta era de 4,41% (R$ 21,30).

O fundador da Embraer e colunista de OVALE, Ozires Silva, é favorável ao negócio. "A Embraer está sendo forçada a fazer o negócio por conta do acordo que a Airbus fez com a Bombardier, principal concorrente da Embraer. Vejo isso com bons olhos. Os dois lados agora têm que sentar à mesa e conversar", disse, que prevê até mais geração de empregos.

Companhia do Vale confirma tratativas, mas nega que acordo já esteja 'fechado'

Por meio de nota oficial publicada nesta sexta-feira, a Embraer negou que a empresa tenha fechado negócio com a Boeing, mas confirmou que as tratativas com a empresa norte-americana, podem envolver a criação de uma nova sociedade.

"Destaca-se que a Embraer não aceitou e tampouco recebeu proposta da Boeing Co., uma vez que as partes envolvidas ainda estão analisando possibilidades de viabilização de uma combinação de seus negócios, que poderão incluir a criação de outras sociedades", disse a nota, publicada após a notícia do O Globo.

Segundo a empresa brasileira, sediada em São José dos Campos as tratativas para uma possível combinação de negócios contam com a participação do governo brasileiro.

"Quando e se definida a estrutura para combinação de negócios, sua eventual implementação estará sujeita à aprovação não somente do Governo Brasileiro, mas também dos órgãos reguladores nacionais e internacionais e dos órgãos societários das duas companhias", informou a companhia..

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