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Janeiro 02, 2018 - 23:08

Rainha da TV: 'Hebe, o Musical' reestreia em São Paulo

Hebe o Musical

Hebe o Musical

Foto: Caio Gallucci/Divulgação

Paula Maria [email protected]

Em meio ao cenário preto e branco surge Hebe Camargo com o seu cabelo loiro e vestido vermelho. A voz da atriz Débora Reis, idêntica a da apresentadora, impressiona. Então entram em cena os demais atores/cantores, que estão... Em preto e branco tal como o cenário! Só Hebe continua colorida. Como? Um trabalho impecável de maquiadores, figurinistas e iluminadores que impacta a todos logo no início do espetáculo.

"Hebe, o Musical" é uma homenagem a taubateana Hebe Maria Monteiro de Camargo Ravagnani, que saiu de terras valeparaibanas para ganhar a vida como cantora nas rádios e acabou alcançando o sucesso a frente de programas de TV, como "O Mundo é das Mulheres" (1955, Tupi) e "Hebe" (1966, Record/Tupi/Band/SBT/Rede TV!).

"A ideia do preto e branco já estava na minha cabeça desde o início do projeto. Eu sempre sonhei em fazer um espetáculo assim. E, quando fiz uma participação em 'Wicked', contracenando com a personagem Elphaba pintada de verde, pensei: por que não cinza?'", disse Miguel Falabella, diretor do musical, em entrevista a OVALE.

"Os trabalhos do Gringo Cardia na cenografia e da Lígia Rocha e do Marco Pacheco no figurino foram fundamentais, assim como da iluminação. Eles trabalharam ao meu lado", continuou ele, que lembra de ter assistido o programa de Hebe em uma antiga TV Telefunken.

"Eu fui um menino telespectador da Ilha do Governador (RJ) nos anos 1960. Então, esse universo me era muito próximo e caro. Eu sabia esteticamente o preto e branco, porque era a televisão que eu assistia", disse.

'Revue'.

Inspirada no Music Hall francês, a peça "desenhada" pelo diretor é como um teatro de revista. "Não à toa escolhemos 'La Mer' como música de abertura, com uma letra nova do jornalista Artur Xexéo - autor de 'Hebe - A Biografia' (ed. Best Seller)", explicou Falabella. "Eu queria fazer uma revista que homenageasse não só a Hebe, mas também a televisão brasileira, da qual ela foi uma das precursoras e diva absoluta".

O musical é uma adaptação da obra de Xexéo. É possível acompanhar a trajetória profissional da cantora/apresentadora desde a sua infância em Taubaté até o sucesso em São Paulo, além de sua vida pessoal. São oito décadas de história embaladas por canções que marcaram a sua carreira.

São 21 atores, orquestra composta por nove músicos e equipe técnica de mais de 30 pessoas. Estão na trama os personagens que representam Amácio Mazzaropi, Lolita Rodrigues, Nair Bello e Agnaldo Rayol, entre outros.

"Teatro é um processo que não termina desde o primeiro ensaio. Há personagens que ganham contornos que não existiam na primeira leitura. E sempre há cenas que não rendem aquilo que esperaríamos que rendesse. Então, às vezes, são cortadas ou 'emagrecidas'", disse o diretor.

homenagem.

Morta em 2012, Hebe, reconhecida como a "Rainha da Televisão Brasileira", foi vítima de uma parada cardíaca aos 83 anos. E, na peça, a cena de sua partida invariavelmente arranca lágrimas da plateia.

"Foi um processo muito delicado e emocionante. Na primeira vez que passamos a cena integralmente, todo o mundo chorou. Foi um pranto bacana, sincero, de cansaço, de realização e de homenagem", concluiu Falabella.

Serviço.

A peça estará novamente em cartaz a partir desta quinta-feira (4) no teatro Procópio Fereira (r. Augusta, 2.823, São Paulo. Ingressos a partir de R$ 50 (ingressorapido.com.br)..

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