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Política
Janeiro 05, 2018 - 00:18

Prefeito de Caçapava teme aumento da dívida em 2018

Fernando Diniz Borges (PV)

Mandato. Fernando Diniz (à esquerda) vistoria obras em Caçapava

Foto: Divulgação / Prefeitura de Caçapava

Indo para o seu segundo ano de mandato, o prefeito de Caçapava, Fernando Diniz (PV), diz que dívida terá salto este ano caso cortes não sejam realizados pela administração

Julia [email protected]

Indo para o seu segundo ano de mandato, o prefeito de Caçapava Fernando Diniz (PV) pretende focar nas obras iniciadas em 2017 e priorizar o setor de saúde. Entre os desafios, segundo ele, o maior é driblar o orçamento, que não possui margem para investimentos.

Em entrevista exclusiva ao OVALE, o prefeito contou sobre seu primeiro ano de governo.

Como avalia seu governo no ano de 2017?

Foi um ano desafiador. Pegamos a prefeitura no auge da crise. Conseguimos atravessar o ano graças a ações administrativas efetivas no sentido de reduzir despesas e buscar receitas para recompor o orçamento. Só de restos a pagar tínhamos da ordem de R$ 7 milhões. Tínhamos R$ 4 milhões aproximadamente de INSS atrasados do funcionalismo. Um ano difícil, mas conseguimos honrar os compromissos principalmente com o pagamento de pessoal.

Qual a saída para as solucionar os gastos e evitar o crescimento da dívida?

Tentei modificar algumas leis com intenção de recompor o orçamento do município, mas não obtive a aprovação da Câmara. É difícil tocar a cidade com um orçamento do nível do nosso. As demandas aumentam e os recursos são poucos.

Sobre o relacionamento com a Câmara, quais consequências essa crise política pode gerar?

Tive dois projetos negados por unanimidade. Qualquer impasse que possa existir prejudica a cidade. Os poderes são independentes, mas harmônicos. Sempre que se fugir disso a população perde. Em primeiro lugar deve estar a população e suas necessidades. É assim que eu espero que seja para o bem de Caçapava.

Qual o valor das dívidas?

Em 2017, a prefeitura possuía uma dívida de R$ 14 milhões. Esse débito se arrastou até 2018 e a administração ainda soma R$ 5 milhões em dívidas. De 2018 para 2019, se gastar como o previsto, sem cortes, a dívida pode chegar a R$20 milhões.

E o dinheiro para investir?

O orçamento inicial em 2017 era de aproximadamente R$ 220 milhões. Em 2018, o orçamento saltou para um valor próximo a R$ 250 milhões, mas existem entradas de operações de crédito que podem não se realizar, além das dívidas acumuladas, que impedem o investimento em novas obras e projetos. Não temos recursos próprios. Tínhamos a expectativa da aprovação da contribuição de iluminação pública, que levaria a cidade a um novo patamar de serviço na área da iluminação. Esperávamos também um pequeno alinhamento no IPTU, o que também não ocorreu. Deixaremos de arrecadar 15 milhões sem essas aprovações. E ainda temos um precatório de R$ 30 milhões que começaremos a pagar. Desta forma, não sobra recurso para investimento.

Qual setor será priorizado?

A prefeitura deverá investir 30% do orçamento para a área da saúde, melhorando o atendimento, que no pronto socorro e hospital avançou muito..

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