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Janeiro 23, 2018 - 03:14

Empresas iniciam a ofensiva por reajuste na passagem em São José

Ônibus em São José

Ônibus em São José

Foto: Rogério Marques/OVALE

Representantes das empresas de ônibus de São José entregam proposta para nova tarifa dos coletivos; maior pedida foi da Expresso Maringá: R$ 5,46, considerando a isenção de ISS concedida pelo Paço às concessionárias

João Paulo [email protected]

Representantes das empresas de ônibus de São José dos Campos entregaram a proposta para a nova tarifa dos coletivos da cidade.

A maior pedida foi da Expresso Maringá. A empresa quer a passagem reajustada dos atuais R$ 4,10 para R$ 5,46. O cálculo já considera a isenção de ISS (Imposto Sobre Serviços) concedida pela prefeitura às concessionárias. Sem a desoneração, o valor solicitado vai a R$ 5,63.

O último reajuste concedido pelo prefeito Felicio Ramuth (PSDB) à tarifa aconteceu em abril do ano passado, quando ela foi elevada de R$ 3,80 para R$ 4,10.

A Saens Pena pediu R$ 5,36 à prefeitura (R$ 5,52 sem a desoneração). Já a CS Brasil quer R$ 5,23 (R$ 5,39 sem isenção de ISS).

"É um processo normal. A prefeitura faz um cálculo anual da tarifa, uma revisão tarifária prevista em contrato. Essa revisão começa a partir do pedido das empresas. Elas protocolaram um pedido de aumento. Iniciamos o processo interno para saber se terá ou não reajuste de tarifa", afirmou ontem o secretário de Mobilidade Urbana, Paulo Guimarães.

CALCULADORA.

O cálculo leva em conta itens como inflação, valor do combustível, folha salarial dos trabalhadores, além da oferta e demanda de passageiros. Em seguida, são aplicadas as desonerações federais e as municipais.

"As empresas pediram valores na ordem de R$ 5,60. Isso é normal. É histórico. As empresas sempre pedem a mais", completou o secretário.

Em abril de 2017, Câmara aprovou projeto do governo Felicio que concede isenção de ISS (Imposto Sobre Serviços) para as três empresas que operam na cidade.

Passageiros criticam serviço oferecido pelas empresas do transporte coletivo

Nas ruas, o possível aumento na tarifa do transporte coletivo de São José dos Campos foi criticado pelos passageiros.

"Quase não tem ônibus para o Bairrinho (zona leste). E quando tem, é ruim, quebra sempre. Eles estão aumentando muito e não estão oferecendo retorno", afirmou a cabeleireira Maria do Carmo da Silva, de 52 anos, que trabalha na Vila Ema, região central da cidade.

A prefeitura disse que até a conclusão dos estudos, "não é possível afirmar se haverá ou não o aumento, tão pouco se atingirá os patamares solicitados pelas empresas"..

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