São José dos Campos
20º / 26º
No decorrer do dia o dia terá com variação de nebulosidade na região.
Economia
Janeiro 31, 2018 - 02:00

Após reforma, RMVale tem queda na retomada da geração de vagas

Pobreza e Emprego

EM QUEDA. Em quatro anos de crise, Vale do Paraíba tem saldo negativo de 51 mil postos de trabalho

Foto: /Rogério Marques/ OVALE

Depois de ter em outubro o melhor saldo desde 2014, região vê recuperação das vagas de emprego perder força nos meses de novembro e dezembro -- os primeiros meses depois da implantação da nova reforma trabalhista

Caíque Toledo

Durante os últimos dois meses de 2017, período que coincidiu com a entrada em vigor da reforma trabalhista, a retomada de empregos na RMVale perdeu fôlego e a região ficou com saldo negativo na geração de postos de trabalho com carteira assinada.

Novos dados divulgados Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho e Emprego, mostram que as 39 cidades do Vale apresentaram saldo de -2.462 vagas de emprego nos meses de novembro e dezembro, após a implantação da reforma trabalhista pelo governo Michel Temer (MDB).

Antes, em outubro, a RMVale apresentou 2.072 postos de trabalho abertos, o que representava o melhor resultado desde novembro de 2014. O mês seguinte, novembro último, mostrou queda na retomada: 642 empregos gerados.

O maior problema veio em dezembro, quando a região teve um saldo negativo de 3.210 -- o saldo é medido pelo número de admissões e demissões.

Dezembro foi o primeiro mês completo com as novas regras após a implantação da reforma trabalhista, que criou novas formas de contratações.

De acordo com o governo, as novas regras trabalhistas contribuiriam para a geração de novos postos de trabalho.

NÚMEROS.

O resultado da região segue uma tendência nacional. Nos dois últimos meses do ano, o país perdeu 340 mil vagas de trabalho. Só no mês de dezembro, assim como na RMVale, o pior desempenho: o saldo do emprego formal no Brasil ficou negativo em 328.539 vagas, segundo o Caged.

Foi o pior desempenho no país durante todo o ano -- no total, 2017 terminou com fechamento de 28,8 mil postos com carteira assinada.

Apesar de verem os resultados como críticos, economistas afirmam que vai ser necessário esperar mais tempo para verificar o rumo da economia e efeitos mais definitivos da reforma.

"Acredito que essa queda de dezembro, que inclusive é um pouco atípica, tem a ver com desemprego estrutural, mudança na estrutura das empresas, especialmente da construção civil", afirmou nesta terça-feira Roberto Koga, Conselheiro do Conselho Regional de Economia, de São Paulo.

"Acho que essa queda continua ligado a questão do momento político, da economia. A gente previa que 2018 melhorasse um pouco, mas que não era de uma hora para outra. Em janeiro e fevereiro deve ter nova queda", disse o economista Luiz Carlos Laureano.

O desempenho em dezembro fez com que a região terminasse o ano ainda pior, com a quarta temporada seguida com saldo negativo de empregos..

Publicidade
Publicidade
Publicidade  
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade

BRASIL

MUNDO