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Economia
Janeiro 10, 2018 - 22:57

Embraer contrata bancos dos EUA para facilitar negócio com Boeing

Embraer KC

INDÚSTRIA. Embraer e Boeing negociam uma cooperação para ampliar a presença no mercado global de aviões.

Foto: /Divulgação

Os bancos de investimento Citi e Goldman Sachs irão assessorar a Embraer na negociação com a Boeing; as duas fabricantes discutem possibilidade de combinar seus negócios e expandir atuação comercial no mundo

Da redaçã[email protected]

A Embraer contratou os bancos de investimento Citi e Goldman Sachs como consultores durante a negociação com a companhia norte-americana Boeing.

Em 21 de dezembro do ano passado, as duas fabricantes de aviões confirmaram que estão encontram-se em 'tratativas em relação a uma potencial combinação de seus negócios, em bases que ainda estão sendo discutidas'.

Desde então, o negócio tomou ares de estratégico para as duas companhias, em razão dos conglomerados internacionais de aviação que estão se consolidando no mundo, especialmente entre europeus e canadenses e entre chineses e russos.

O modelo de parceria comercial entre a Embraer e a Boeing ainda não foi revelado. As duas empresas já estão juntas em outros negócios, como em pesquisa de biocombustíveis e na comercialização do jato militar KC-390, em desenvolvimento pela Embraer.

De acordo com especialistas, os bancos podem ajudar a desatar um dos principais nós do futuro negócio, que é a questão da segurança nacional do Brasil, caso a nova parceria envolva a área militar da Embraer, que também é do interesse da Boeing.

Além disso, ambas as fabricantes têm projetos em parceria com áreas militares de seus respectivos governos e essa questão também deve ser resolvida na modelagem do negócio entre as duas empresas.

Outro aspecto complicado do negócio entre as companhias, que pode dificultar uma eventual cooperação comercial mais extensa entre as fabricantes, é o poder de veto que o governo brasileiro tem em decisões estratégicas da Embraer.

O governo é detentor de uma ação especial, a golden share, que permite vetar o negócio.

Procurada, a Embraer disse que não comentaria o assunto. A empresa confirma a negociação, mas não entra em detalhes: "Não há garantia de que qualquer transação resultará dessas discussões", informou a fabricante em nota conjunta com a Boeing..

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