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Dezembro 26, 2017 - 23:26

Painel de venda de livros registra melhora no setor

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Dados. Entre os gêneros mais procurados: não ficção (1), Ficção (2) e Infanto, juvenil e educacional (3)

Foto: Divulgação

Da Redaçã[email protected]

Finalmente o mercado editorial brasileiro tem mostrando sinais de recuperação. Depois de três anos de recolhimento, segundo o Painel das Vendas de Livros, 2017 trouxe esperança ao setor. Foram, no acumulado, 6% de crescimento no faturamento em relação a 2016.

O estudo - que ainda não está com seus números fechados -, divulgado pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros e pela Nielsen Brasil, mostrou que na Black Friday, o crescimento foi de 121% no volume de vendas em relação ao mesmo período de 2016. O faturamento foi 83% maior.

A ação publicitária, aliás, foi responsável por 38% das vendas em volume e 35% do faturamento no período. Houve ainda um aumento no número de títulos disponibilizados no mercado: de 113 mil, em 2016, para 135 mil, em 2017. E, ainda que o preço médio de uma obra tenha ficado em R$35,53 - maior do que os R$ 33,44 do ano anterior -, o desconto médio também foi maior: 28,08% neste ano em comparação a 27,87% em 2016.

PREFERIDO.

Aliás, faltando uma semana para acabar o ano, já temos o livro mais vendido de 2017: "Batalha espiritual" (Petra / Ediouro), do padre Reginaldo Manzotti, segundo informação do "Publishnews", portal especializado em literatura.

Ainda que os dados não estejam fechados, a obra do religioso teve, até o momento, 137.318 exemplares vendidos, uma vantagem de quase 10 mil exemplares acima do segundo colocado, "O poder da ação" (Gente), de Paulo Vieira, e que vendeu até agora 127.664 exemplares.

Memórias e despedidas.

O país perdeu neste ano Antonio Candido, crítico literário e sociólogo, um dos intelectuais mais respeitados do país. Candido morreu em maio, aos 98 anos lúcido e deixou textos inéditos e reeditados.

Também nos deixaram Angela Lago, Elvira Vigna, lillian Ross, Sam Shepard, Zygmund Bauman e Ricardo Piglia, entre outros reconhecidos autores.

Lima Barreto (1881-1922) foi lembrado na Flip (Festa Literária Internacional de Paraty) e esteve no centro de diversos debates; já o Nobel de Literatura foi para Kazuo Ishiguro - uma aposta mais conservadora se comparado a Bob Dylan, no ano passado.

Os 50 anos da morte de Guimarães Rosa foram lembrados pela editora Nova Fronteira, que teve sua ficção completa reeditada. E, não podemos esquecer do cinquentenário da publicação de "Cem Anos de Solidão", de Gabriel García Márquez - aqui publicado pela editora Record.

Febres.

2017 foi ainda o ano do "Menino do Acre", Bruno Borges, cujo livro, "TAC - Teoria da Absorção do Conhecimento", figurou na lista dos mais vendios do país.

Além dele, destaque para a poeta Rupi Kaur, já conhecida no Instagram e que tornou-se febre em todo o mundo com seu "Outros jeitos de usar a boca" (Planeta).

Fechando o ano, há poucos dias viralizou na web "Cat Person", conto de Kristen Roupenian publicado na "The New Yorker", mais lido na história da revista criada em 1925. Ou seja, há boas esperanças..

 

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