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Dezembro 06, 2017 - 23:22

Sem cracolândia, Casarão da Nelson D'Ávila tem recomeço

casarão

Casarão Dependentes químicos usavam imóvel para consumir drogas. Abandono foi denunciado por OVALE

Foto: Rogério Marques/OVALE

Reportagem de OVALE volta ao imóvel que abrigou uma cracolândia até junho deste ano na zona central e se depara com uma nova realidade longe das drogas e cheia de perspectivas

Danilo [email protected]

Os rastros de droga, paredes destruídas, o forte cheiro de urina e o lixo acumulado por toda parte deram lugar a um ambiente arejado e repleto de perspectivas.

O casarão da avenida Nelson D'Avila, no centro de São José dos Campos, que abrigou uma cracolândia até junho deste ano, hoje vive uma realidade diferente daquela presenciada por OVALE no dia 18 de maio, quando nossa reportagem acompanhou uma operação da Polícia Militar no imóvel. No local, mais de 30 usuários de droga, incluindo procurados pela Justiça, estavam abrigados.

Agora, sob administração da organização Casa Sol, o Casarão vai abrir as portas na próxima sexta-feira (8) com o objetivo de realizar atividades sociais para moradores de rua durante o dia.

Mantida pela Igreja da Cidade, a organização social conta com cerca de 100 voluntários. O imóvel da Nelson D'Avila já recebeu R$ 50 mil para a reforma, provenientes da instituição religiosa, e diferentes tipos de doações.

Três câmeras de monitoramento foram instaladas para monitorar o Casarão, sede principal do projeto, que vai atender também dependentes químicos e garotas de programa. "Queremos trabalhar a identidade e a autoestima dessas pessoas. Oferecer oportunidades por meio de cursos profissionalizantes e apoio de profissionais capacitados para que eles possam alcançar sua emancipação social", disse Sérgio Ivo, presidente da Casa Sol.

EMPRÉSTIMO.

Satisfeito com o resultado do projeto, o proprietário do imóvel Alexandre Blanco, ex-secretário da Juventude da Prefeitura de São José dos Campos, disse que o acordo com a igreja é temporário e não descarta uma negociação de venda ou locação futura. "Não será eternamente da igreja. Foi um empréstimo e não uma doação. Eventualmente existe a possibilidade de uma negociação. Tem um período de carência de um ano no acordo com a igreja e nesse momento não estamos buscando vender ou alugar", disse Blanco que deve visitar o imóvel nessa quinta-feira (7)..

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