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Dezembro 05, 2017 - 23:47

Demanda por especialista cresce até 228% na saúde de São José

UPA Putim

Sudeste. Pacientes esperam por atendimento no Putim, zona sudeste de São José, nesta terça-feira

Foto: /Rogério Marques/OVALE

Demanda reprimida para a primeira consulta com especialista, em São José , saltou de 48.756 pacientes para 49.473, mas em algumas áreas o crescimento chegou a até 228%, aponta último relatório de fiscalização do TCE

João Paulo [email protected]

O conjunto de medidas para reduzir a fila de espera na saúde, adotado pelo governo Felicio Ramuth (PSDB) no início deste ano, apresentou resultados tímidos nos primeiros meses de 2017, aponta um relatório de fiscalização do TCE (Tribunal de Contas do Estado).

A demanda reprimida para primeira consulta com especialista, em São José dos Campos, saltou de 48.756 pacientes para 49.473, no período entre 31 de dezembro de 2016 e 31 de agosto de 2017.

Embora o quadro geral tenha piorado 1,47%, em algumas especialidades o indicador é ainda mais preocupante. Caso da proctologia, em que a demanda reprimida foi de 207 para 679 (aumento 228%) entre outubro de 2016 e abril de 2017.

Em diferentes períodos, a demanda para gastroenterologista passou de 3.430 para 5.745 (67%). Urologia foi de 3.117 para 4.647 (49%). Em cardiologia, de 3.776 para 4.310 (14%). Leia arte ao lado.

Algumas áreas, contudo, apresentaram redução da fila. Ortopedia (32%), dermatologia (31%) e oftalmologia (4,5%) são exemplos de áreas que melhoraram.

O governo alega que o levantamento mostra o retrato do segundo quadrimestre. Essa situação, segundo a administração, já está caminhando para uma solução.

Sobre os exames, o TCE destaca uma situação grave, mas sendo melhorada. Há pacientes esperando desde 2014.

"Há demanda reprimida de 47.343 exames em 31 de agosto de 2017. Porém, nesse caso, houve uma melhora em relação à situação observada em 31 de dezembro de 2016 (12,69%)."

MÉDICOS.

O relatório ainda analisou a distribuição de médicos no município. "Notam-se graves desequilíbrios na oferta, sinalizando para uma situação de escassez em algumas especialidades e excesso em outras."

"Nesse sentido, destaca-se a carência de 318 médicos da família, que são responsáveis pelo primeiro e continuado contato dos pacientes para a maioria dos problemas de saúde", completou.

Há ainda a carência de 88 cirurgiões gerais e 59 ginecologistas obstetras. Como algumas áreas têm médicos a mais, o saldo negativo fica em 179.

OUTRO LADO.

Em nota, o governo destacou que "este é um relatório de maio de 2017, com informações prestadas pela própria prefeitura, e que não condizem com o momento atual".

"O método de quantificar o atendimento mudou com as parcerias e terceirizações feitas pela prefeitura, principalmente ao longo do segundo semestre", completou.

A Secretaria de Saúde citou a contratação de 110 mil consultas para a rede básica e a repactuação do contrato com seus prestadores de serviço.

A prefeitura ainda disse que a terceirização do Hospital de Clínicas Sul, a partir do próximo dia 16, vai liberar 70 médicos que hoje trabalham no hospital para a rede básica, de especialidades e de pronto atendimento..

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