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Economia
Dezembro 06, 2017 - 13:08

No terceiro dia de greve, J&J acusa sindicato de bloquear portarias

Greve na Johnson

Greve na Johnson

Foto: Sindicato dos Metalúrgicos

Xandu Alves
São José dos Campos

No terceiro dia de paralisação na Johnson & Johnson, em São José dos Campos, a empresa acusa o Sindicato dos Químicos de bloquear a entrada de trabalhadores e classifica a greve como “ilegítima e abusiva”, além de afirmar que está “tomando as medidas cabíveis”.

“Para a empresa essa é uma ação unilateral do sindicato, que bloqueou as portarias sem dar o direito a todos empregados de manifestarem sua opinião. Além disso, em novembro, a negociação de reajuste salarial já havia sido aprovada e assinada”, informou companhia, em nota.

O sindicato negou que tenha proibido os trabalhadores de entrarem na fábrica e defendeu a mobilização, que segue por tempo indeterminado e teria a adesão de 100% dos funcionários. Em São José, a empresa emprega mais de 3.000 pessoas.

“O movimento foi deflagrado ontem [segunda-feira] devido à dificuldade de avanço na negociação por aumento de 4%, abono salarial de R$ 2 mil, a não aplicação da reforma trabalhista e da terceirização irrestrita, inclusive na atividade-fim”, informou o Sindicato dos Químicos.

Para o dirigente Wellington Cabral, “os trabalhadores estão seguros de que podem conquistar uma valorização maior por parte da empresa, que está produzindo acima da média, inclusive com um número alto de horas extras. Por isso, a proposta original da empresa de 1,83% não foi aceita pelos trabalhadores”.

Em nota, a Johnson disse que a paralisação terá “impacto negativo” para os “atuais e futuros investimentos e competitividade dos negócios”. E completou: “A empresa reitera o compromisso de sempre manter um diálogo aberto com todos seus funcionários e classes representativas”.

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