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Novembro 13, 2017 - 23:40

Chegada do Papai Noel abre a temporada de Natal

Papai Noel

Papai Noel

Foto: Divulgação

Paula Maria Prado@paulamariaprado
São José dos Campos

Morador de Santa Isabel, ele levantou da cama às 6h. O desjejum, preparado pela esposa, já estava sobre a mesa: café com leite e pão com mortadela. Tomou banho, checou as malas, olhou o relógio. 8h. Era hora de pegar estrada.

O destino: São José dos Campos. Ansiedade era seu nome! Aliás, seu sobrenome também! Quarenta minutos rumo a mais uma etapa da missão que Deus lhe deu.

No caminho, lembranças de quando resolveu encarar a atividade, em 2013. "Eu era caminhoneiro. Sempre tive barba, até que decidi deixá-la crescer. Quando começou a branquear, esta aqui não gostava... Pedia para eu tirar. Mas eu sou teimoso", ri apontando a esposa. "Um dia, nossa comadre me chamou para fazer o Natal na igreja. Ela queria entregar presente para crianças carentes. Fui, e adorei a experiência. Passamos então a ir a hospitais, ONGs e foi assim que tudo começou".

"E é muito gratificante. Ouço histórias lindas, pedidos feitos de coração por crianças e adultos", se emociona.

BASTIDORES.

Já no camarim, sob a roupa vermelha, peças "comum" do vestuário. "Tem criança que puxa a nossa calça, então melhor prevenir", diverte-se.

Ele então abre a mala, escolhe um dos três conjuntos que separou. A esposa, zelosa, já vestida com seu vestido vermelho, começa a ajudá-lo a se vestir. Coloca a blusa, arruma a gola... Arruma a gola... Arruma a gola...

"A gola está mais para cá do que para lá!", avisa um observador detalhista. "Verdade!", diz ela ajeitando novamente a roupa do velhinho. "Ah, essa gola...", bronqueia a esposa. Nada pode estar fora do lugar.

Aliás, a mulher, para acompanhar o marido, pintou o cabelo: meio vermelho, meio vinho, meio rosa.

"Passamos meses nos preparando. Principalmente ele, que desde julho começa a engordar para ganhar barriguinha", contou.

Ele penteia o cabelo, a barba branquinha.

"Lembrei agora de uma senhora que vinha todos os dias ao shopping. Dizia que gostava de ver o Papai Noel cheiroso", ri o casal. Ciume? "Ah, não... 38 anos de casamento, temos até bisneto. Mas é cada história picante!", conta ela.

"Aliás, cadê meu perfuminho?", procura ele o objeto na sacolinha vermelha. E borrifa em si um cheiro adocicado que toma o camarim.

"Gente, vamos descer já?", chega a staff falando ora no rádio ora com os presentes. "Tem mais de 4.000 pessoas esperando!", comemora.

CHEGOU A HORA!

No caminho até o estacionamento, lojistas não resistem. Não importa se são adultos: querem uma foto com o velhinho.

Já no estacionamento, carruagem, cavalos, palhaços, malabaristas, contorcionistas, noeletes e banda o aguardam.

11h. Dentro da sala de espera: um biscoito para forrar o estômago e uma passada rápida no banheiro.

Há dez quilos de pirulitos dentro do saco vermelho. Na bolsa da esposa, uma garrafinha de água. "Ele sua muito durante o dia e acaba desidratando. Então eu fico de olho".

Definitivamente, a roupa é quente. A maratona é longa. O jogo de cintura para lidar com o desconhecido é obrigatório. Ou seja, o trabalho mental é árduo. Mas nada parece importar para o casal.

Chegada a hora. O velhinho convoca todos a darem as mãos. Uma oração. "Não importa a religião. Um 'Pai Nosso' não faz mal a ninguém". Agradecimentos, pedidos para que dê tudo certo e a jornada seja abençoada.

Antes de subir na carruagem, uma última pergunta: "Hey, não vai mesmo me falar seu nome?". "Eu sou o Papai Noel, ué". "Não! Seu nome real!" "Hohoho!", ri bonachão. "Anote aí, menina, eu sou o Papai Noel!". O velhinho então sobe com Mamãe na carrugagem e acena para nós.

Lá vai ele ao encontro de turma que o espera. Sempre em busca de novas histórias. Sempre renovando esperanças....

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