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Novembro 07, 2017 - 23:12

Galeria de arte de São José coloca região no cenário artístico nacional

Galeria Vitor Hugo 2

Investimento. Victor Hugo deseja ainda revelar aos colecionadores 'pérolas' escondidas na região

Foto: Rogério Marques

Paula Maria [email protected]

O valor de uma obra de arte no mercado equivale ao preço que se paga por ela. O artista ou galerista pode pedir quanto quiser, mas quem determina no final das contas a quantia que será desembolsada por cada trabalho é o consumidor.

A regra, que soa estranha aos ouvidos/olhos leigos, é a que norteia o mercado de arte no mundo, que conta até mesmo com bolsas de valores que ajudam a mostrar a valorização de uma peça.

O Vale do Paraíba acaba de ganhar espaço nessa movimentação, tão efervescente em São Paulo. Por lá, paga-se milhões de reais em quadros e esculturas de artistas consagrados no cenário e colecionadores disputam nota a nota quem vai levar o trabalho.

Trata-se de uma atividade curiosa para quem não está inserido nela: ainda que seja importante que a peça tenha o gosto do cliente uma vez que irá decorar a sua casa, ao adquirir uma obra é preciso levar em conta a sua história, a técnica artística utilizada e a sua possível valorização futura.

Assim, uma obra de um artista "novo", como as do brasileiro Eduardo Kobra, que custavam R$ 3.000 há cinco anos, valoriza de acordo com a lei da oferta e da procura. Hoje os quadros do muralista são encontrados por R$ 150 mil.

O limiar entre a paixão pela arte e o desapego por uma bela obra é tênue. Um colecionador costuma ficar cerca de cinco a dez anos com uma peça antes de colocá-la a venda. O dinheiro é investido no trabalho de outro artista... Ou um casa, um carro!

Por aqui, há colecionadores, claro. Poucos ainda. E é para apresentar as possibilidades desse mercado de arte - rentável para a maioria de seus consumidores - que o empresário Victor Hugo Rosa e sua esposa, Renata Serrano, inaugura neste mês na cidade galeria que leva o seu nome.

"Temos alguns anos de estrada em São Paulo e recebíamos alguns compradores da região do Vale do Paraíba. Então passamos a estudar a possibilidade de trazermos uma galeria para cá. Até que, neste ano, surgiu a oportunidade", contou ele, que é filho de Elias Bernardo Rosa, mineiro que veio para São Paulo ainda criança e teve seu primeiro contato com a arte por meio de seu ofício: produção de molduras artesanais.

INVESTIMENTO.

A sede, em São Paulo, foi criada na década de 1980, e tem em seu acervo cerca de 10 mil obras. "Aqui para a região apostamos em obras decorativas que podem ser vendidas a bons preços", disse o galerista.

A "cereja do bolo" é um trabalho de Manabu Mabe (1924-1997), pioneiro do abstracionismo no Brasil.

"Também temos a obra 'Menino com pássaro', de Clóvis Graciano, que foi aluno de Cândido Portinari (1903-1962) e, inclusive o ajudou a pintar 'Guerra e Paz'", ressaltou Victor Hugo.

Há ainda peças de Claudio Tozzi, Aldemir Martins, Bruno Giorgi, Vera Torres e Alfredo Ceschiatti, entre outros. São obras que partem de R$ 1.000 e chegam a R$ 30 mil.

EVENTOS.

A inauguração da galeria ocorre no dia 29 deste mês e contará com leilão presencial de 100 peças - ou lotes, como são chamados as vendas entre frequentadores desse tipo de evento. Outros 200 lotes estarão a venda no mesmo dia em um leilão virtual.

"Nossa ideia é ter uma agenda constantemente aqui. A começar pelos leilões e, quem sabe, até mesmo fazer uma Bienal do Vale do Paraíba", adiantou o empresário.

A galeria fica na av. São João, 2.375, no Colinas..

 

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