São José dos Campos
20º / 26º
No decorrer do dia o dia terá com variação de nebulosidade na região.
Viver
Novembro 02, 2017 - 12:52

Gisèle Santoro, Ady Addor e Eva Schul: grandes bailarinas

Bailarinas Eva Schul, Gisèle Santoro, Ady Addor, por Lívia Ribeiro/Ateliê/SPCD

Bailarinas Eva Schul, Gisèle Santoro, Ady Addor, por Lívia Ribeiro/Ateliê/SPCD

Foto: Lívia Ribeiro/Ateliê/SPCD

3º Ateliê Internacional, em Campos do Jordão, recebe renomadas bailarinas para compartilhar experiências com mais de 100 estudantes

Especial para OVALE
Campos do Jordão

O palco do auditório Claudio Santoro, em Campos do Jordão, ficou pequeno durante toda a semana diante de personalidades do universo da dança. Com doçura na fala e leveza nos passos, elas se tornam gigantes quando entram em cena: Gisèle Santoro, Ady Addor e Eva Schul.

E por um momento, os estudantes do 3º Ateliê Internacional São Paulo Companhia de Dança descem do palco e viram espectadores. Atenta, a plateia assiste “Uma História de Vida”, ou melhor, a história de vida da bailarina Gisèle Santoro contada pela própria.

De uma família ligada às artes, a carioca se interessou pela dança ainda na infância: tocava piano, recitava poesias, encenava e dançava. Ingressou no balé clássico aos 15 anos, idade considerada tardia para quem quer se profissionalizar como bailarino. “A dança pra mim era uma coisa espontânea, o que mais gostava de fazer, quando minha alma ia para o céu”, relembrou ela.

Para a bailarina, a palavra chave sempre foi determinação. Assim, seguiu o seu sonho e construiu um carreia notória: diplomou-se na Escola do Teatro Municipal do Rio de Janeiro e posteriormente integrou o corpo de baile. Fez parte da Fundação Brasileira de Ballet, convidada por E. Feodorova; fundou em 1985 o Ballet de Brasília; além atuar como membro dos júris dos concursos internacionais de dança.

Veículo de expressão.

Nascida em Cremona (Itália), Eva Schul reinventou a dança moderna e contemporânea no sul do Brasil. Contribui na criação dos cursos de Dança e Teatro da PUC/PR (Pontifícia Universidade Católica).

Segundo ela, a aula de dança contemporânea é construída em cima de conceitos e de princípios de um corpo no espaço, portanto, é necessário compreender a sua anatomia. “Ter consciência do corpo, de como ele se move, para que ele se torne futuramente um veículo de expressão, tenha o seu discurso e não seja simplesmente um corpo que se move aleatoriamente”, disse.

Há 25 anos, Eva dirige a Ânima Cia. de Dança em Porto Alegre, atuando também como coreógrafa da Cia. Municipal e professora do Grupo Experimental da prefeitura.

Paixão pela dança.

A carioca Ady Addor, por sua vez, foi primeira bailarina e atuou em companhias como o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Balé do IV Centenário, Ballet Nacional de Cuba e American Ballet Theatre.

Apaixonada pela dança, Ady é uma verdadeira inspiração para os estudantes e professores que participam do 3º Ateliê Internacional SPCD. Paixão que dedica-se atualmente a levar às salas de aula.

Para a bailarina, dançar é algo bem maior do que uma coreografia. "É amar essa arte que é a dança, se dedicar, se doar em todos os momentos, se entregar para soar das notas musicais e segui-las com os pés e alma de uma encantadora bailarina.”

Ateliê

O 3º Ateliê Internacional São Paulo Companhia de Dança acontece até sábado (4), no auditório Claudio Santoro e museu Felícia Leirner. O evento reúne mais de 100 bailarinos e professores do país e exterior. O evento é aberto para visitação do público.

O Ateliê Internacional é uma realização do Governo do Estado de São Paulo e Secretaria de Estado da Cultura via Proac (Programa de Ação Cultural), Associação Pró-Dança e São Paulo Companhia de Dança.

A programação completa pode ser conferida no site www.spcd.com.br.

--

Denyse Ribeiro, Jamille Gabriely e Pamela Cavalhieri

*Supervisão Ana Cláudia Mattos

Publicidade
Publicidade
Publicidade  
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade

BRASIL

MUNDO