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Política
Novembro 15, 2017 - 00:08

Racha sindical abre disputa nos bastidores da política de São José

Racha no Sindicato dos Metalúrgicos

Oposição. Grupo que entregou a carta ontem, no Sindicato, pretende concorrer na eleição de 2018

Foto: Rogério Marques / OVALE

Rompimento no comando dos Metalúrgicos, oficializado ontem, movimenta bastidores da política em São José 6 meses antes da eleição para diretoria; grupo montará chapa de oposição e atrai atenção de PSTU, PSDB e PT

João Paulo Sardinha@jpsardinha

Um racha no comando do Sindicato dos Metalúrgicos, oficializado nesta terça-feira, movimenta os bastidores da política em São José dos Campos. A eleição para a nova diretoria, no primeiro semestre de 2018, virou pano de fundo na disputa por espaço entre PSDB, PT e PSTU.

Dois dirigentes sindicais, Eder de Andrade e José Eduardo Gabriel, oficializaram ontem o rompimento com a cúpula dos Metalúrgicos, em carta entregue na sede do sindicato. E, de imediato, anunciaram uma chapa de oposição na disputa pela sucessão em 2018.

A briga interessa diretamente ao governo Felicio Ramuth (PSDB), que classifica como radical a atuação da atual diretoria, ligada à CSP Conlutas (Central Sindical e Popular) e ao PSTU. Nos bastidores, tucanos e empresários discutem alternativas ao grupo que está à frente do Sindicato há 12 anos.

Para a CUT (Central Única dos Trabalhadores), braço sindical do PT, o racha também é interessante. A maior central sindical do país pretende apoiar a candidatura de oposição, que seria encabeçada pelos diretores que romperam com a atual direção na tarde de ontem.

ELEIÇÃO.

Uma possível vitória da oposição, apoiada pela CUT, ampliaria o espaço do PT na cidade, reduzido a três vereadores em 2016. Ainda beneficiaria o partido na eleição para deputado (2018) e prefeito (2020).

Eder de Andrade, o Edão, disse ontem que começa agora a juntar apoio nas fábricas. Embora rompidos, os dirigentes mantêm os seus cargos na atual diretoria.

"Não concordamos que a entidade seja usada para fins políticos", disse. "Vamos montar uma oposição contra o patrão, contra a pelegada sindical e contra a prefeitura do PSDB. A gente vai procurar [apoio de] uma central sindical, porque precisa de estrutura, caminhão e papel", completou.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá, que venceu a eleição em 2015 com 75% dos votos, enxerga nesse movimento uma ação do governo Felicio. De acordo com ele, ainda é cedo para discutir eleição sindical.

"Não me espanta. Existe uma articulação do PSDB e de empresários para apoiar uma chapa contra a gente", declarou Macapá.

Prefeitura acompanha a eleição, mas diz que 'caberá ao trabalhador eleger chapa'

O governo Felicio, na semana passada, manifestou-se sobre o assunto. "Historicamente, a cada época de eleições no Sindicato dos Metalúrgicos, sempre há outras chapas concorrendo no pleito. Se voltar a ocorrer, não será novidade. E sempre caberá aos trabalhadores eleger a chapa de sua preferência", declarou a administração em nota.

Prefeitura acompanha a eleição, mas diz que 'caberá ao trabalhador eleger chapa'

 O governo Felicio, na semana passada, manifestou-se sobre o assunto. "Historicamente, a cada época de eleições no Sindicato dos Metalúrgicos, sempre há outras chapas concorrendo no pleito. Se voltar a ocorrer, não será novidade. E sempre caberá aos trabalhadores eleger a chapa de sua preferência", declarou a administração em nota..

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