São José dos Campos
20º / 26º
No decorrer do dia o dia terá com variação de nebulosidade na região.
Nossa Região
Novembro 14, 2017 - 18:10

Justiça determina que Unimed forneça tratamento para criança de São José com paralisia cerebral

Liminar determina que Unimed arque com os gastos do tratamento

Liminar determina que Unimed arque com os gastos do tratamento

Foto: Ilustração

Família estava custeando o tratamento da criança, que é seguradora da operadora, de forma particular

Da Redação@jornalovale
São José dos Campos

Uma liminar concedida pelo juiz Luís Mauricio Sodré de Oliveira, da 3ª Vara Cível do Foro de São José dos Campos, determinou que a operadora de planos de saúde Unimed arque com os tratamentos, medicamentos e todos os insumos e equipamentos para o atendimento de uma criança de dois anos com paralisia cerebral, que reside na cidade.

Segurada da operadora, a criança necessita de terapias multidisciplinares, como fonoaudiologia, fisioterapia e terapia ocupacional intensivas, além de equipamentos como cadeira de rodas adaptada e órteses.

O fornecimento do tratamento vem sendo negado pela Unimed e a família vinha custeando de forma particular.

De acordo com a advogada da família, Ana Paula Souza Cury, a Unimed vem alegando que não tem responsabilidade no tratamento da criança, por ela ser cadastrada na operadora de Criciúma (SC). 

"A Unimed Brasil pediu a exclusão dela do processo, o que é um absurdo. Não faz sentido. Ela tem a contratação a nível nacional. Não é porque a carteirinha dela é de Criciúma, que ela não pode ser atendida em outros pontos. Isso não muda nada", disse a advogada da família da criança, Ana Paula Souza Cury, especializada em Direito Médico.

A criança foi registrada na operadora em Criciúma (SC), enquanto seus familiares moravam na cidade e precisa realizar o tratamento em São José, onde mora atualmente. O valor do tratamento é estimado em R$ 100 mil, de acordo com a advogada.

"Ela nasceu em São José e os pais não tiveram a possibilidade de transferência. Eles [Unimed] diziam que não era necessária a migração, porque a operadora em Criciúma tinha abrangência nacional. Acabou que como em São Paulo a operadora está falida, eles não tem condição de prestar nenhum atendimento".

A Unimed foi procurada por OVALE, mas não se manifestou até o fechamento da reportagem.

Publicidade
Publicidade
Publicidade  
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade

BRASIL

MUNDO