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Novembro 10, 2017 - 22:43

Drogas, acidente e câncer: a volta por cima de vencedores do Vale

Galvão

Campeão. Wagner Galvão, 31 anos exibe com orgulho sua medalha

Foto: /Rogério Marques /OVALE

Superar as adversidades está no sangue de moradores do Vale que enfrentaram obstáculos árduos no passado e hoje buscam encontrar novos caminhos, seja na religião, esporte ou na perspectiva de vida para um recomeço

Danilo [email protected]_
São José dos Campos

Quando tudo parece estar perdido, eles se superam e vencem mais uma batalha. Esta é a história de vencedores, como o cabo da Polícia Militar Wagner Galvão Abílio dos Santos, 31 anos, que sofreu um acidente em maio deste ano enquanto realizava patrulhamento pela Rocam (Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas) em Taubaté.

Entre a vida e a morte na cama de um hospital, Galvão precisou amputar a perna, após contrair hemorragia, infecção e receber 22 bolsas de sangue. Com o apoio dos pais e da esposa, ele agora sonha em investir no esporte. O primeiro passo será adquirir uma prótese. "Quero a prótese para poder correr. Era o que eu mais fazia antes do acidente. Agora estou fazendo musculação. O orçamento da prótese é de R$ 40 mil", disse.

Inspiração no esporte é o que não falta. Em 2005, o atual campeão mundial paralímpico André Rocha era policial militar da Força Tática e perdeu o movimento das pernas em uma perseguição policial, que o deixou paraplégico. Hoje, há mais de 10 anos, ele é exemplo para Galvão, que foi convidado por Rocha para disputar um torneio de arremesso de peso em setembro, quando garantiu a medalha de bronze.

"Tenho certeza que um novo campeão está surgindo na cidade", disse Rocha.

Esse não foi o primeiro acidente que Galvão enfrentou. Como soldado do Cavex (Comando de Aviação do Exército), em 2006, ele estava no voo do helicóptero que fazia instrução sobre a represa de Jaguari em Jacareí quando a aeronave caiu. O helicóptero afundou na água e o militar conseguiu sair do aparelho e se salvar sem ferimento grave.

André Felipe Martins dos Santos ficou internado durante 10 anos em uma clínica de recuperação de São José para superar a dependência do crack, que conviveu durante quatro anos em São Paulo. Ele chegou a ser preso.

Com a recuperação, André casou, cursou faculdade de educação física e virou pastor da igreja Evangélica Cristã Presbiteriana, no Jardim São Dimas. "Jesus me salvou".

Sem beber e fumar, André agora divide seu tempo entre os cultos na igreja e as aulas de natação como professor.

"Uma rotina puxada, mas é algo satisfatório que conquistei. Vale muito a pena", disse.

Morando há 30 anos em São José, Patricia Martins dos Santos, 32 anos, foi diagnosticada com câncer de mama no ano passado e retirou o tumor em junho deste ano. Em fase final de quimioterapia, ela está cheia de planos e diz que é como se tivesse nascido de novo. "Mesmo com o câncer não parei de trabalhar. Aprendi a dar valor a vida. Tenho o objetivo de me tornar palestrante e ajudar as pessoas", disse..

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