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Economia
Novembro 03, 2017 - 01:49

Demissão com justa causa cresce 48,6% no Vale nos últimos 10 anos

Emprego

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Foto: /Rogério Marques/ OVALE

Cortes aconteceram com menos gente sendo admitida no mercado de trabalho; no Vale, as contratações caíram 4,58% em uma década: de 137,4 mil em 2007 para 131,1 mil, neste ano, ambos no período entre janeiro a setembro

Xandu [email protected]

Em 10 anos, a demissão com justa causa (desligamento justificado, com falta comprovada) aumentou 48,6% na RMVale. Em 2017, 1.798 trabalhadores foram demitidos por justa causa na região, contra 1.210 em 2007.

O período analisado é sempre entre janeiro e setembro com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho e Emprego.

Nesse mesmo período, a quantidade de demissões subiu 15,28% na região, três vezes menor do que o aumento dos cortes por justa causa. Os desligamentos saltaram de 116,7 mil, em 2007, para 134,5 mil, 10 anos depois.

E tudo isso ocorreu com menos gente sendo admitida no mercado de trabalho. No Vale do Paraíba, as contratações caíram 4,58% em 10 anos: 137,4 mil em 2007 para 131,1 mil, neste ano.

"Mercado tornou-se mais complicado e exigente para o empregado, talvez em razão da crise. Com menos gente, sobra mais serviço, o que pode aumentar os conflitos", disse à reportagem o economista Fernando Lacerda.

PERFIL.

O desligamento em razão de morte do empregado subiu 33,42% -- a segunda com maior alta no Vale. Em 2017, 539 pessoas morreram com vínculo empregatício. Em 2007, foram 404. A terceira causa com maior aumento foi a dos temporários: 1.869 foram desligados em 2007, subindo para 2.379 neste ano, alta de 27,29%.

O desligamento sem justa causa subiu 18,46%: 81,6 mil neste ano contra 68,8 mil, em 2007. A demissão a pedido do empregado passou de 25,9 mil para 29,1 mil, salto de 12,62%.

Corte em contrato com prazo determinado subiu 4,45%, com 18,9 mil demissões neste ano ante 18,1 mil, em 2007.

'Nova lei deve aumentar demissão com justa causa',diz economista

Na avaliação do economista Edson Trajano, do Nupes (Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais), da Unitau, a nova lei trabalhista deve aumentar os casos de demissão com justa causa. A norma entra em vigor em 11 de novembro. "A ideia básica é que, se empregado tem mais segurança jurídica, vai contratar mais, mas há um enfraquecimento da legislação trabalhista". Para ele, será "mais fácil a empresa justificar a justa causa".

Isso pode prejudicar o emprego, segundo Trajano, que considera a nova lei "muito ruim para os trabalhadores". "Redução dos direitos é negativa"..

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