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Brasil
Novembro 08, 2017 - 23:33

Maia descarta reforma sem garantir votos suficientes

Reunião com Deputado Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Meirelles, ministro de estado da Fazenda, Marcelo Caetano, secretário de Previdência do Ministério da Fazenda, Deputado Arthur Maia (PPS/BA) e Deputado Carlos Marun (PMDB/MS). Foto:

Encontro. Rodrigo Maia e Michel Temer em conversa no Planalto

Foto: /Marcos Corrêa/PR

Deputado conversou com a imprensa depois de se reunir com o presidente Temer deputado Arthur Maia, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles e outros integrantes do governo

Debora Brito Agência Brasil

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reafirmou ontem que não colocará a reforma da Previdência na pauta do plenário, enquanto a proposta não tiver o número de votos suficientes para ser aprovada. Por se tratar de emenda constitucional, a reforma precisa pelo menos de 308 votos favoráveis entre os 513 deputados, em dois turnos de votação.

"Se tiver voto, dá pra votar amanhã, mas não tem voto", disse. "Não podemos ter a irresponsabilidade de pautar de qualquer jeito pra perder, porque essa seria uma sinalização muito ruim para a sociedade brasileira, a de que não conseguimos acabar com a transferência de renda que existe hoje, dos que ganham menos para os que ganham mais", afirmou.

O deputado falou à imprensa depois de se reunir com o presidente Michel Temer, no Palácio do Planalto. Também participaram do encontro líderes da base governista, o relator da reforma da Previdência na Câmara, deputado Arthur Maia (PPS-BA), o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles e outros integrantes da equipe econômica e política do governo.

Rodrigo Maia ressaltou que o governo não desistiu da reforma. O texto da reforma que foi aprovado na comissão especial, e aguarda votação do plenário desde o primeiro semestre, estabelece idade mínima para a aposentadoria de 65 anos para os homens e 62 para as mulheres, com tempo de mínimo de 25 anos de contribuição. Para receber o benefício integral a que tem direito, o trabalhador terá que contribuir para a Previdência Social por 40 anos..

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