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Política
Outubro 12, 2017 - 00:12

'Não queremos saúde no patamar do governo anterior', diz Felicio

Felicio e Ricardo Barros

Visita. Felicio Ramuth (PSDB) acompanha ministro da Saúde, Ricardo Barros, em visita ao Hospital Municipal: prefeito nega crise na saúde

Foto: /Claudio Vieira/PMSJC

Prefeito de São José dos Campos, Felicio Ramuth (PSDB), analisa estatísticas da saúde pública do município, reconhece falhas em projetos, mas prevê avanços no futuro. Data Sus apontou queda no número de consultas

João Paulo [email protected]
São José dos Campos

Melhorar a saúde pública foi o desafio assumido pelo prefeito de São José dos Campos, Felicio Ramuth (PSDB), ao vencer a eleição em outubro de 2016. Um ano depois, as estatísticas mostram que o quadro está longe do ideal.

Entre janeiro e agosto deste ano, foram 86.365 consultas médicas a menos que no mesmo período de 2016. Houve redução de 6,28% no número de consultas nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e de 10,38% no atendimento de urgência. Houve ainda 9.144 procedimentos cirúrgicos a menos. Trinta médicos deixaram a prefeitura desde janeiro.

Procurado por OVALE, Felicio comentou a situação da saúde pública em São José e os dados do DataSus. Confira trechos da entrevista.

Por que houve queda no número de consultas?

Estou torcendo para, todo ano, termos várias matérias dizendo que as consultas de emergência caíram. Porque significa que a população está mais saudável e que a gente está fazendo melhor nossa lição de casa. E que estamos fazendo direito a prevenção de dengue e outras doenças. As consultas foram maiores nos anos anteriores por conta dos surtos de dengue, em 2015 e 2016. O que houve foi menos gente em situação de urgência e emergência indo buscar consultas.

E a queda de cirurgias?

O ministro da Saúde [Ricardo Barros] esteve aqui e constatou que havia falta de lançamentos corretos no sistema do DataSus. Por isso, baixou nosso teto. Agora, estamos fazendo o trabalho correto e os lançamentos corretos. O governo anterior vinha sublançando. Nossa equipe detectou isso.

Houve queda de consultas nas UBSs também, prefeito.

O dado está correto. Só que a tendência é melhorar. Até porque, no último quadrimestre do governo anterior, houve um desmonte geral. Então, quando compararmos os três quadrimestres, vamos melhorar.

Quando o Hospital de Clínicas Sul terá gestão terceirizada?

Em dezembro já deve ter nova empresa. Aí poderemos falar sobre falta de médicos. Com a mudança no Clínicas Sul, teremos 60 médicos que estavam lá indo para a rede. Tanto para UBS quanto para UPA. São 200 enfermeiros. Todos os passos que estamos dando é de readequação. Estamos arrumando o pneu com a bicicleta andando.

O programa para compra de 110 mil consultas médicas fracassou?

Aumentamos o preço e temos informação de empresas que estão interessadas. Uma empresa vai disponibilizar um grande número de consultas. Semana que vem teremos novidade. É uma experiência, está dentro daquilo que prevíamos. Lançamos por R$ 22, até porque são médicos a mais. Agora, aumentamos mais R$ 6 e parece que a demanda aumentou. Está tudo dentro do programado.

Houve crise no lançamento da Farmácia Central?

É óbvio que o interesse é divulgar o que estamos fazendo a menos. Mas o gasto com remédio foi maior. Recorde de distribuição de remédios. Muita coisa vai melhorar. Não queremos a saúde no patamar do governo anterior. Queremos muito melhor.

Como avalia a gestão da Secretaria de Saúde, comandada pelo vice-prefeito Ricardo Nakagawa (PMDB) e pelo secretário Oswaldo Huruta? Tem dado certo?

Temos dois grandes profissionais ajudando na saúde. Um que é o secretário, Oswaldo Huruta, que é experiente. E o Ricardo, um grande gestor, vice-prefeito, que tem se dedicado 99% à saúde, sem a vaidade do cargo de secretário. Se existe alguém insatisfeito, é pessoal. O dono das secretarias são as pessoas. E o gestor sou eu.

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