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Setembro 11, 2017 - 20:21

'Super Tosco' garante a diversão na praça com arte de rua

Super Tosco

Super Tosco

Foto: Divulgação

Confira crítica a peça 'SuperTosco', do grupo de circo teatro Rosa dos Ventos, por Simone Carleto

Simone Carleto
São José dos Campos

O grupo de circo-teatro Rosa dos Ventos se apresentou na praça Afonso Pena no dia 8 de setembro, às 15h, garantindo o espaço das manifestações populares contemporâneas na 32ª edição do Festivale. Os atores palhaços músicos e acrobatas, como já conhecido por muitos, inicia a apresentação desde a sua chega no local em que se apresentam.

Atentos a tudo e a todos, Fernando Ávila, Luis Paulo Valente e Tiago Francisco Munhoz, com seus palhaços Dez pra Sete, Tiuria e Custipíl de Pinóti, improvisam piadas com os transeuntes. Aos poucos vão conquistando o público que permanece para a apresentação propriamente dita. A música ao vivo é executada por eles e também pelo músico Robson Toma, o Maestro Nicochina.

"Super Tosco" é um espetáculo de variedades circenses, com quadros independentes nos quais os artistas demonstram suas habilidades. O cenário tem o tapete central com os instrumentos musicais que serão utilizados no espetáculo, e duas cabines que são utilizadas como camarins, bastidores da apresentação circense e também como local de entrecena.

Na trama, estão presentes o suco de sabor duvidoso e a “revelação” do coador de cueca; um cachorro adestrado, que empolgou bastante as crianças; o número do "bambolerista abestado”, consistindo de fato na exibição circense de habilidade mais interessante do dia. O palhaço apresenta seus bambolês “de alta performance"; "adestrado" e “mágico". Depois de uma “demonstração" com crianças, apresenta uma sequência com os bambolês, que vai ampliando o nível de dificuldade, culminando com rodar o bambolê no cabelo! Além desse, há o número dos "professores de dança afrodisíaca búlgara", e o número dos acrobatas. Há também uma breve alusão ao universo dos super heróis “palhaços”, o que certamente poderia ser explorado no roteiro do espetáculo, de acordo com o título Super Tosco.

A experiência do tarimbado grupo de Presidente Prudente foi compartilhada de modo generoso no bate-papo pós-espetáculo mediado por Fernando Rodrigues, em fundamental ação formativa do Festivale. Os artistas do grupo comentaram a respeito da manutenção da sede do grupo, dos processos de criação, treinamento, e das formas e estratégias de resistência e permanência do trabalho de reconhecida qualidade na pesquisa, durante mais de 20 anos.

Simone Carleto

(Crítica do 32º Festivale. Artista pedagoga, mestre e doutoranda em Artes Cênicas pela Unesp. Foi atriz do Canhoto Laboratório de Artes da Representação de 2001 a 2008. Participou da implantação e coordenou a extinta Escola Viva de Artes Cênicas de Guarulhos, de 2005 a 2016)

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