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Política
Setembro 06, 2017 - 00:16

Ex-prefeito Hamilton afirma desconhecer fraude na Pró-Lar em Jacareí

CPI

CPI. Vereadores ouvem ex-prefeito Hamilton Mota (PT) na Câmara

Foto: /Divulgação/CMJ

Investigação sobre suposto desvio de R$ 1,2 milhão já resultou em três inquéritos e apura até o desaparecimento de uma 'roçadeira'; Hamilton diz que delegava poderes "específicos e legítimos" a determinados servidores

Hernane Lé[email protected]
Jacareí

O ex-prefeito de Jacareí, Hamilton Mota (PT), considerado peça chave nas investigações que apuram suposto desvio de aproximadamente R$ 1,2 milhão na Fundação Pró-lar, afirmou em depoimento prestado à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que desconhecia o destino dos recursos que foram repassados pela administração municipal à entidade.

O petista afirmou que respeitava a autonomia de poderes administrativos da fundação, que é uma autarquia da Prefeitura de Jacareí ligada ao setor habitacional. No ano passado, o último em que ficou a frente do Executivo, ele assinou decretos suplementares à Pró-lar de mais de R$ 1 milhão.

"Eu sempre acompanhava o fluxo de caixa e respeitava a autonomia administrativa, financeira e jurídica das fundações e autarquias", disse Hamilton a OVALE.

De acordo com as investigações da CPI, a entidade fechou contrato com mais de 70 empresas em nome de 'laranjas' que eram cooptados por um casal de empresários de Jacareí. Elas eram contratadas por até R$ 8 mil, o que garante a dispensa de licitação, para realizarem serviços de limpeza, capina, entre outros.

Todo o processo de investigação está sendo acompanhado pelo Ministério Público, que já instaurou três inquéritos contra empresas contratadas e vai estudar qual a responsabilidade dos agentes públicos na fraude. "O Hamilton relatou que não tinha conhecimento específico do caixa da entidade. Vamos apurar tudo, até o desaparecimento de uma roçadeira", afirmou o promotor José Luiz Bednarski.

PODERES.

Hamilton defende as investigações sob a ótica criminal no caso de laranjas e nega responsabilidade. "Não há como se falar em ingerência ao se delegar poderes específicos e legítimos", afirmou o ex-prefeito..

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