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Editorial
Setembro 13, 2017 - 23:44

HOJE TEM MARMELADA?

Políticos envolvidos na crise em Brasília tratam o público brasileiro como palhaço. Este circo político tem que ter fim


Atenção! Respeitável público! Senhoras e senhores, estamos apresentando o maior espetáculo (de corrupção) da Terra, encenado direto deste imenso picadeiro chamado Brasília, que já está merecendo mesmo é ser chamado de 'o fim da picada'! É melhor tomarem seus lugares ou poderão acabar caindo de costas, pois as atrações de hoje são capazes de despertar fortes emoções, são de cair o queixo .

Tem de tudo mesmo! Afinal, o espetáculo custa os olhos da cara -- são centenas de bilhões de reais! Globo da morte, mulher barbada, homem-bala (ou bomba, desse último tipo são inúmeros, sempre dispostos a mandar tudo pelos ares em um acordo de delação premiada, evitando assim passar um tempo na jaula -- vai que a Monga está zangada...) e mais milhões de fantoches com suas panelas emudecidas, dançando na mão do titereiro da vez.

O circo está sob nova direção há um ano, desde que a antiga chefe acabou gongada, saindo da companhia após ter sofrido um tombo, que foi provocado por pedaladas fiscais, em meio a uma vasta série de denúncias contra a administração.

No público, entre uma pipoca e um piruá, houve quem comemorasse, dizendo que a antiga dona já tinha ido tarde, pois tinha dado PT no circo. Já outros criticaram a decisão, vendo na medida uma puxada de tapete, um golpe protagonizado por funcionários tão ou mais implicados em denúncias de dinheiro da bilheteria.

No lugar da antiga dona, chegou um velho equilibrista, que desde então caminha a passos claudicantes e lentos na corda bamba e, mesmo com sua alta (estratosférica...) taxa de rejeição diante do grande público (anestesiado, ocupado demais no Fla-Flu político), é mantido no posto, com a ajuda (dispendiosa) de uma base numerosa de malabaristas, que fazem um papel ingrato: explicar (tentar explicar) o inexplicável.

Um exemplo? Um deles, muito íntimo do novo chefe, tinha R$ 51 milhões em dinheiro em seu apartamento. Vai ver ele é mágico, como o ilusionista que veio de Minas e, aparentemente, fez desaparecerem as acusações feitas contra ele. Dizem os detratores que ele teve ajuda de um levantador de (dois) pesos e (duas) medidas.

Que confusão! E os domadores têm a dura missão de colocar ordem no circo, antes que a democracia brasileira beije a lona de vez. O público, por sua vez, só assiste o mesmo espetáculo encenado há décadas, fazendo contorcionismo para pagar as contas no fim do mês, tendo no rosto um nariz vermelho de palhaço e uma dúvida: hoje tem marmelada? Tem sim, senhor!

Uma pirueta, duas piruetas, Bravo! Bravo!.

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