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Esporte
Setembro 06, 2017 - 00:06

Com dívida quase 'impagável', Águia do Vale luta para sobreviver após eliminação

Ônibus do São José

O que sobrou. Troféus e documentos do São José estão em um velho ônibus no Teatrão

Foto: /Claudio Vieira/OVALE

Tendo que disputar mais a última divisão mais uma vez, São José espera mais apoio no ano que vem para tentar o acesso

Marcos Eduardo [email protected]
São José dos Campos

A dívida é quase 'impagável'. O time está na última divisão do Campeonato Paulista e, no ano que vem, vai ter que disputar novamente a Quarta Divisão, já que no último final de semana foi eliminado nas quartas de final e não vai mais conquistar o acesso para a Série A-3.

O patrimônio do clube, atualmente, se resume a um ônibus com todos os troféus e documentos do clube e um campo de futebol dentro do Teatrão, que foi retomado e revitalizado pela Prefeitura a cidade. O presidente renunciou, voltou a trás, mas já afirmou que fica até o final do mês apenas - uma nova reunião, com todos os diretores, será novamente marcada.

Ainda assim, o São José promete resistir a todos os problemas e se manter no futebol profissional nos próximos anos. Atualmente, entre dívidas trabalhistas e fiscais, o clube deve aproximadamente R$ 30 milhões à Justiça, de acordo com um levantamento feito no segundo semestre de 2013. No campo trabalhista, o clube fez um acordo onde 20% da renda de todos os jogos é penhorada.

A Águia do Vale só volta a campo em abril do ano que vem, quando recomeça a competição. Até lá, a diretoria tentará 'arrumar a casa' mais uma vez. Adilson José da Silva, o presidente que assumiu em novembro, já descartou continuar. Nesta segunda-feira à noite, ele renunciaria, mas foi convencido por conselheiros e diretores a continuar por mais um tempo. Ele, porém, aposta que o clube vai continuar em atividade. "Eu vou ficar até o final de setembro. Depois, outra pessoa vai assumir. O São José precisa de mais apoio. Mas não vai fechar", garante.

AUXÍLIO.

A folha salarial dos jogadores este ano ficou entre R$ 25 e 28 mil, quitada na segunda-feira. "Tivemos a ajuda de alguns amigos e patrocinadores", disse Adílson. A Prefeitura, que estava afastada do clube nos tempos do presidente Benevides Ferneda, o 'Geleia', teve uma reaproximação com a Águia. "Eles nos ajudaram ao não cobrar para jogar no estádio Martins Pereira", afirmou.

O atual vice-presidente, Vanderlei da Graça, ainda não sabe se vai assumir o clube. "Na verdade, o Adílson ainda não conversou comigo. Fiquei sabendo da renúncia dele através da imprensa. Não posso me manifestar sobre isso até a gente conversar", disse ao OVALE.

Vanderlei, porém, aposta em dias melhores para o São José. "A dívida é possível negociar e baixar esse valor. Algumas, até já prescreveram", afirmou. "Neste ano, tivemos alguns investidores que nos ajudaram. A casa onde os atletas ficaram, já está paga. E a alimentação também foi boa, ao contrário dos anos anteriores", explicou. "A situação está melhor do que antes, pois este ano algumas pessoas se aproximaram do clube para ajudar", disse.

Atualmente a torcida é o alento para a Águia. Na derrota para o União de Mogi, mais de 4.700 pagantes proporcionaram o maior público até agora do campeonato.

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