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Setembro 09, 2017 - 02:29

Número de atropelamentos sobe e desafia redução de mortes no Vale

aCIDENTES

SINAL. Viatura da polícia em local de acidente fatal em S. José. Ao lado, ciclofaixa na cidade e trânsito em Taubaté.

Foto: Rogério Marques/ OVALE

Jovens, motociclistas e pedestres continuam desafiando as autoridades de trânsito na região; atropelamento foi o único tipo de acidente com alta no Vale do Paraíba em 2017, com 57 mortes contra 46, em 2016, alta de 23,91%

Xandu Alves
São José dos Campos

Para conseguir reduzir as mortes no trânsito pela metade até 2020, como quer o governo estadual, as cidades das Região Metropolitana do Vale do Paraíba terão um duro desafio: conter as mortes envolvendo pedestres.

O atropelamento foi o único tipo de acidente com alta na RMVale em 2017, entre janeiro e julho, na comparação com igual período do ano passado. Foram registradas 57 mortes contra 46, aumento de 23,91%.

No geral, as mortes no trânsito caíram 20% na RMVale nos sete primeiros meses do ano. Foram 188 óbitos contra 235, no mesmo período do ano passado.

Os números são do Infosiga (Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo) e mostram que os jovens, motociclistas e pedestres são as principais vítimas, desafiando as autoridades de trânsito na região.

Tais públicos encabeçam a lista de mortes nos sete primeiros meses do ano na região. Por triste coincidência, os três estavam representados na tragédia da rodovia Geraldo Scavone, em São José, na madrugada desta quinta-feira.

Três pedestres e um motociclista, entre 18 e 29 anos, morreram após terem sido atropelados por uma caminhonete em alta velocidade, cujo motorista fugiu sem prestar socorro.

"Pedestres são a parte mais sensível do trânsito e precisam ser defendidos no planejamento e em ações", disse o engenheiro Ricardo Barbosa.

JOVENS.

A faixa de 0 a 29 anos concentra 48 mortes, 25,53% do total de 188 óbitos no trânsito de janeiro a julho. O grupo de 30 a 44 anos tem 45 vítimas fatais (23,94%) e a parcela de 60 a 74 anos, 43 mortes (22,87%).

O público de 45 a 59 anos foi responsável por 37 óbitos (19,68%). Acima de 75 anos foram 14 vítimas (7,45%). Em um óbito, a idade não foi identificada.

Quanto ao perfil das vítimas, as vítimas que estavam de pé foram as únicas a crescer entre as mortes no trânsito.

O aumento foi de 20%, com 54 vítimas fatais neste ano contra 45, em 2016. A maior queda ficou nos óbitos envolvendo caminhões, com redução de 40%: 6 mortes contra 10.

Índice de vítimas sobe 28% em São José; Taubaté e Jacareí tiveram queda em 2017

São José registrou aumento nos atropelamentos entre janeiro e julho deste ano. Na cidade, em 2017, ocorreram 18 mortes por atropelamento contra 14 em 2016, alta de 28,57%. Com as quatro mortes desta quinta, a estatística deve piorar no último quadrimestre do ano.

"O público priorizado inicialmente são os cidadãos mais frágeis no trânsito, pedestres, ciclistas e motociclistas", informou a Prefeitura de Jacareí sobre as ações de trânsito.

No município, os atropelamentos caíram 75% neste ano, até julho, com três mortes contra 12 no ano passado.

No mesmo período, Taubaté reduziu 60% as mortes por atropelamento, com dois óbitos neste ano contra cinco, no ano passado. "A Prefeitura continua empenhada em reduzir os óbitos, com o foco especial no pedestre", informou.

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