São José dos Campos
20º / 26º
No decorrer do dia o dia terá com variação de nebulosidade na região.
Economia
Setembro 05, 2017 - 00:23

Serviço e varejo puxam a fila do primeiro emprego em São José

Trabalho. Em quase cinco anos, 41.779 pessoas foram admitidas pela primeira vez no mercado

Trabalho. Em quase cinco anos, 41.779 pessoas foram admitidas pela primeira vez no mercado

Foto: /Charles de Moura/PMSJC

Com indústria e construção civil em baixa na cidade, setores de varejo e serviço têm sido a porta de entrada no mercado de trabalho para iniciantes; quem tem dificuldade para encontrar emprego abre o próprio negócio

Danilo [email protected]_
São José dos Campos

A crise econômica que atinge todo o Brasil e está levando à demissão milhares de trabalhadores, ainda mantém as portas abertas para quem busca o primeiro emprego. Somente em São José dos Campos, 41.779 jovens conseguiram uma oportunidade no mercado de trabalho entre janeiro de 2013 e julho de 2017.

Para quem busca ter o primeiro registro em carteira, os setores de serviço e comércio aparecem como os principais empregadores. As empresas ligadas à prestação de serviços contrataram dentro do período 22.150 novos profissionais, as atividades no segmento administrativo foram as que mais empregaram.

Já o comércio foi responsável por 9.720 admissões referentes à primeira contratação formal, o segundo setor que mais deu oportunidades, de acordo com dados de um estudo inédito da FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) com base no Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho.

"A característica do varejo é atender bem, falar bem, ter flexibilidade de horário. Tem o DNA para profissionais que não tem experiência e vão se aventurar no primeiro emprego" explicou Jaime Vasconcelos, economista da Fecomercio.

SEM VAGA.

Apesar do expressivo número na contratação de novatos no mercado de trabalho, um outro dado destoa no cenário. Dentro do mesmo período analisado, o saldo foi negativo para a geração de vagas na cidade. Na contabilidade entre admissões e demissões, 20.086 postos de trabalho foram fechados.

Diante da falta de oportunidades para quem carrega experiência, empreender está sendo a solução encontrada. O problema é que muitas vezes, isso acontece dentro da informalidade. "Isso não é bom para a economia do país, mas infelizmente as pessoas acabam optando", avaliou Luiz Carlos Laureano, economista da Universidade de Taubaté.

O estudante de arquitetura, Luiz Felipe Machado, preferiu ir pelo caminho da legalidade. Depois de uma temporada como empregado, abriu uma empresa de maquetes eletrônicas, a 'Studio M'. "Tive que conquistar meu espaço. Posso ainda não receber o valor que ganhava antes, mas o potencial e a perspectiva de crescimento são grandes", afirmou Machado.

Publicidade
Publicidade
Publicidade  
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade

BRASIL

MUNDO