São José dos Campos
20º / 26º
No decorrer do dia o dia terá com variação de nebulosidade na região.
Brasil
Setembro 12, 2017 - 18:42

Furacões Irma e Harvey podem superar prejuízo gerado pelo Katrina, diz estudo

Uma foto divulgada pelo Ministério da Defesa britânico mostra uma visão aérea dos danos causados pelo furacão Irma em Road Town, em Tortola, nas Ilhas Virgens Britânicas.

Uma foto divulgada pelo Ministério da Defesa britânico mostra uma visão aérea dos danos causados pelo furacão Irma em Road Town, em Tortola, nas Ilhas Virgens Britânicas.

Foto: Divulgação

Agência EFE
Orlando (EUA)

Os furacões Irma e Harvey podem ter causado juntos um prejuízo total de até US$ 200 bilhões, um valor equivalente ao provocado pelo furacão Katrina em Nova Orleans em 2005, de acordo com as estimativas mais recentes feitas pela consultoria Moody's Analytics. 

A companhia alertou que o prejuízo do Irma, que atingiu a Flórida no último domingo como um furacão de categoria 4, ficará entre US$ 64 bilhões e US$ 92 bilhões. Já os danos provocados pelo Harvey, que devastou parte do Texas, podem chegar a US$ 108 bilhões.

O economista-chefe da Moody's Analytics, Mark Zandi, calculou que, juntos, Irma e Harvey deixarão entre US$ 150 bilhões e US$ 200 bilhões em danos provocados contra imóveis, veículos, lojas e infraestruturas públicas.

O furacão Katrina, que atingiu o estado da Louisiana em 2005 e é considerado o desastre natural mais caro da história dos EUA, provocou prejuízos de US$ 160 bilhões, de acordo com a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional do país.

No Texas, onde no fim de agosto o Harvey provocou inundações sem precedentes, as refinarias seguem funcionando com limites, já que cerca de 13% da capacidade do país de converter petróleo em gasolina permanece sem conexão, segundo a S&P Global Platts, uma companhia de pesquisa em energia.

Rápida recuperação

Segundo o consultor Zandi, a reconstrução das áreas destruídas pelos furacões Irma e Harvey acelerará a economia dos EUA no quarto trimestre deste ano e no início de 2018. Para ele, o impacto econômico dos dois fenômenos no longo prazo deve ser "nulo".

"Antecipamos que a maior parte da reconstrução, com exceção da infraestrutura pública danificada, estará terminada até o fim de 2018", indicou o economista-chefe da Moody's Analytics.

Um fator para determinar o efeito sobre a economia desses fenômenos meteorológicos é o "dinheiro do seguro e as ajudas do governo destinaas às regiões mais afetadas, e a rapidez com que esses recursos chegam até lá", explicou Zandi.

A companhia de análise de catástrofes AIR Worldwide, por sua vez, prevê um prejuízo menor do que o calculado pela Moody's para as perdas provocadas pelo furacão Irma: algo entre US$ 20 bilhões e US$ 40 bilhões.

Publicidade
Publicidade
Publicidade  
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade

BRASIL

MUNDO