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Ideias
Agosto 31, 2017 - 23:47

TRABALHO INFORMAL 

Queda na taxa de desemprego mostra que brasileiro achou o ganha-pão na informalidade, o que preocupa


A queda da taxa de desemprego no país em 0,8 ponto percentual, divulgada ontem, pode ser interpretada sob vários aspectos. O primeiro, mais óbvio, é que trabalhadores voltaram a ter um ganha-pão. O segundo, que exige análise aprofundada, revela que a maioria desses brasileiros partiu para a informalidade.

O que isso significa? Simples. A população se vira como pode. Cozinha em casa para vender na rua. Uma renda que não está garantida, como acontece nos empregos com carteira assinada. Essa avaliação também é feita pelo coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Cimar Azeredo, responsável pelo levantamento.

"É um processo de recuperação em termos quantitativos, mas a qualidade deste trabalho é questionável, já que ela se dá no mercado informal", disse.

Pode-se dizer que, no desespero das contas a pagar, o brasileiro resolveu fugir da desocupação com qualquer ofício que lhe renda uns trocados.

Fato é que os números serão explorados exaustivamente pelo presidente da República, Michel Temer (PMDB), em discursos para um público cada vez menos paciente com os desmandos de seu governo.

O país, porém, ainda tem 13,3 milhões de desempregados. É muita gente. E mesmo aqueles que estão empregados temem a demissão. O momento não é de comemoração, como pode sugerir governistas.

O número de empregados sem carteira assinada cresceu 4,6%, chegando a 10,7 milhões de pessoas. Em um ano, o aumento foi de 5,6% (mais 566 mil pessoas). O contingente de trabalhadores por conta própria, por sua vez, fechou julho em 22,6 milhões de pessoas, uma alta de 1,6% na comparação trimestral.

A realidade do Brasil está refletida nas ruas do Vale do Paraíba. A região, que sempre foi voltada para o ramo industrial, sentiu fortemente os efeitos da crise neste setor. As demissões, ocorridas desde meados do governo Dilma Rousseff (PT), colocaram nas ruas milhares de metalúrgicos para fazer outra atividade.

Não se defende neste espaço que os empregos com carteira assinada são mais vantajosos. O que se discute, na verdade, é a qualidade do emprego. Quem deixa uma empresa e adota a informalidade como questão de sobrevivência tem menos chance de prosperar..

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