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Ideias
Agosto 29, 2017 - 23:40

FUTURO SOMBRIO DA GM 

Tornar a planta de São José dos Campos mais atrativa para novos investimentos é o principal desafio da cidade


Trabalhar na GM, em São José dos Campos, sempre foi motivo de orgulho. Ótimos salários e PLR (Participação nos Lucros e Resultados) de encher os olhos (e bolsos) são marcas da presença da empresa no município desde 1959.

De símbolo de prosperidade, a multinacional tem atrelado sua imagem ao desemprego. É bem provável que o leitor deste jornal conheça trabalhadores já demitidos na planta. Ou que, no mínimo, cumpriram período de layoff.

Os funcionários, que caminham na corda bamba, nunca sabem se estarão empregados no dia seguinte. O fantasma da demissão assombra as linhas de montagem e ninguém sabe como espantá-lo de vez.

Iniciativas têm sido criadas, mas a solução parece distante. Nesta terça-feira, por exemplo, o secretário de Inovação e Desenvolvimento de São José, Alberto "Mano" Marques, foi até a Câmara Municipal para tratar do futuro da GM.

O secretário afirmou que tem conversado com a diretoria da empresa e que "é preciso criar um ambiente de negócios mais aberto ao diálogo e com bom senso por parte de todos os envolvidos, inclusive do sindicato", afirmou. "Estamos interessados na preservação dos empregos e ampliação", completou o secretário.

O encontro foi com vereadores que compõem a comissão criada para intermediar novos investimentos da General Motors no município.

Entre os parlamentares, é consenso que o assunto deve ser abraçado por toda a população. E é preciso força política para pressionar a montadora a investir na cidade. Mas, até agora, ninguém achou a fórmula de convencer os empresários a apostar aqui.

Fato é que a planta custa caro. Os salários e os custos de produção em São José estão mais altos do que em outras unidades. Se é possível produzir um veículo com menos, por qual motivo ficar em solo joseense?

Tornar a GM atrativa em São José, com projetos viáveis, deve ser o tema central das discussões. Caso contrário, serão criados fóruns e comissões com pouco efeito prático. Chamar à empresa, ouvir as suas demandas e tentar colocá-las em prática (sem que se afete direitos trabalhistas) é obrigação do poder público.

Se criticar a postura intransigente do Sindicato dos Metalúrgicos desse resultado, já teríamos resolvido o problema..

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