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Ideias
Agosto 29, 2017 - 23:40

CRISE LATE, MAS NÃO MORDE

Denise Debiasi Dona da cachorra Lolita e CEO da Pet Trends, importadora de produtos pet

Enquanto você lê esse texto, pelo menos meia dúzia de cachorros e gatos - fazendo caras e bocas - estão passando pela sua timeline. O evento não está restrito às suas redes sociais. Está espalhado por ruas e avenidas das capitais e de cidades interior afora. Das pequenas lojas aos grandes magazines, o fenômeno pet ultrapassou os limites dos quintais e varandas e tem tomado conta de uma importante fatia do mercado.

Levantamento feito pelo IBGE em parceria com a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação mostra que o Brasil tem a segunda maior população de pets do mundo, com 132 milhões de animais, perdendo apenas para os Estados Unidos, que possuem 164 milhões. Os dados ratificam o que o número cada vez maior de lojas já escancara: o mercado pet resiste bravamente à crise.

Para além dos bolsos dos donos de animais, existe algo bastante significativo e que pode explicar esse cenário: a humanização dos pets. Fatores como a busca por mais qualidade de vida dos animais explicam, por exemplo, uma previsão de faturamento de 19,2 bilhões de reais para este ano. Acha pouco? Hoje, o mercado pet representa 0,38% do PIB brasileiro. O mercado promissor tem atraído olhares estrangeiros. No próximo mês, a maior rede varejista de produtos pet dos Estados Unidos, a Petco - com mais de 1.500 lojas e 25.000 colaboradores -, desembarca no Brasil, numa operação de 1 milhão de dólares. O horizonte é promissor e, ao que tudo indica, o setor seguirá dando de ombros para a crise. Crise? O momento é bom 'pra cachorro'..

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