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Enem
Agosto 02, 2017 - 00:53

OVALE Enem - Fascículo 5


FASCÍCULO 5 – CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS

O segundo fascículo da área de Ciências Humanas e suas Tecnologias é dedicado às competências 3 e 4, que contemplam as habilidades de números 11 a 20. A competência 3 requer a compreensão da produção e do papel histórico das instituições sociais, políticas e econômicas, associando-as aos diferentes grupos, conflitos e movimentos sociais. Na competência 4, teremos de entender as transformações técnicas e tecnológicas e seu impacto nos processos de produção, no desenvolvimento do conhecimento e na vida social.

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COMPETÊNCIA DE ÁREA 3: Compreender a produção e o papel histórico das instituições sociais, políticas e econômicas, associando-as aos diferentes grupos, conflitos e movimentos sociais.

HABILIDADE 11: Identificar registros de práticas de grupos sociais no tempo e no espaço.

1.

Entre pratarias, joias, louças, livros, mapas, moedas, docu¬mentos de estado e outros bens de valor que se conseguiu juntar nos navios que deixaram Lisboa em novembro de 1807, não constava uma remessa importante: os caixotes de livros, documentos, gravuras e outras preciosidades da real biblioteca. Na pressa, acabaram ficando abandonados no porto, e lá per¬maneceram, debaixo de sol e chuva, até retornar ao palácio da Ajuda. Enquanto isso, D. João, em meio a tantos contratempos só tomaria conhecimento do infortúnio algum tempo após a che¬gada ao Rio de Janeiro.

A longa viagem da biblioteca dos reis: do terremoto de lisboa à independência do brasil / Lilia Mo¬ritz Schwarcz com Paulo Cesar de Azevedo e Ângela Marques da Costa. São Paulo: companhia das letras 2002, p. 262.

A chegada da família real portuguesa ao Brasil ocorreu em 1808. Então, podemos afirmar que

a) existiu, desde o início, uma significativa preocupação com os objetos que demarcariam a construção da memória nacional.

b) transportou para a colônia, além da sede da administração metropolitana, o universo intelectual luso, gênese de nossa independência cultural.

c) valorizou a mescla entre o patrimônio cultural português e as bases de nossa cultura colonial.

d) inexistiu esmero em montar no Brasil uma infraestrutura literária ou educacional que levasse a uma verdadeira au¬tonomia de pensamento na colônia.

e) observou-se a pretensão de construção patrimonial educa¬cional que lembrava a Europa portuguesa.

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COMPETÊNCIA 3

HABILIDADE 12: Analisar o papel da justiça como instituição na organização das sociedades

2.

Texto I

Em Esparta, crianças do sexo masculino que apresentavam deficiências físicas eram sacrificadas ao nascer, por não pode¬rem servir ao Estado como futuros guerreiros.

VICENTINO, Claudio; DORIGO, Gianpaolo. História para o Ensino Médio. Ed. Scipione, 2002.

Texto II

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que não é mais crime o aborto de fetos anencéfalos. Já era permitida a inter¬rupção da gestação em casos de estupro ou claro risco à vida da mulher. Todas as demais formas de aborto continuam sendo crime, com punição prevista no Código Penal.

Disponível em: www.noticias.terra.com.br. A leitura dos textos permite concluir que

a) os interesses individuais estão acima das necessidades e dos anseios da sociedade.

b) a organização da sociedade tem sua fundamentação na liberdade individual, sendo os pais livres para decidir o des¬tino de seus filhos.

c) o Estado pode, com o aval da lei, suprimir a vida de indiví¬duos considerados inadaptados à vida social.

d) o Estado está acima dos indivíduos e pode estabelecer leis que anulam os princípios da liberdade e da igualdade.

e) o direito à vida é inviolável, e o Estado não possui autorida¬de para legislar sobre tal princípio.

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COMPETÊNCIA 33

HABILIDADE 13: Analisar a atuação dos movimentos sociais que contribuíram para mudanças ou rupturas em processos de disputa pelo poder.

3.

Se, na Monarquia, Tiradentes, quando lembrado, era apre¬sentado como um homem sem habilidades e realização profis¬sional, no início da República ele passou a ser descrito como personagem de múltiplos talentos, entre os quais o talento po¬lítico e revolucionário. Já no Estado Novo, tornava-se exemplo do brasileiro laborioso e dotado de inúmeras qualidades...

FONSECA, Thais Nívia de Lima e. A imagem do herói. In: Nossa História. São Paulo: Editora Vera Cruz, nº 3, 2004, p. 81.

A mudança sobre a imagem divulgada de Tiradentes está rela¬cionada à busca de sucessivos governos em obter o(a)

a) apoio popular.

b) controle das rebeliões monárquicas.

c) anulação da rejeição externa.

d) cooptação do funcionalismo público.

e) diminuição das oposições religiosas.

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COMPETÊNCIA 33

HABILIDADE 14: Comparar diferentes pontos de vista, presentes em textos analíticos e interpretativos, sobre situação ou fatos de natureza histórico-geográfica acerca das instituições sociais, políticas e econômicas.

4.

Texto I

A arte de imitar está bem longe da verdade, e se executa tudo, ao que parece, é pelo fato de atingir apenas uma pequena porção de cada coisa, que não passa de uma aparição.

PLATÃO. A República. 7.ed. Trad. de Maria Helena da Rocha Pereira. Lisboa: Calouste Gul¬benkian, 1993. p. 457 (adaptado).

Texto II

O imitar é congênito no homem e os homens se comprazem no imitado.

ARISTÓTELES. Poética. 4.ed. Trad. de Eudoro de Souza. São Paulo: Nova Cultural, 1991. p. 203. Coleção “Os Pensadores” (adaptado).

Os textos versam sobre a estética e a questão da mimese em Platão e Aristóteles, definindo que

a) para Platão, a obra do artista é cópia de coisas fenomêni¬cas, um exemplo particular e, por isso, algo inadequado e inferior, tanto em relação aos objetos representados quanto às ideias universais que os pressupõem.

b) para Platão, as obras produzidas pelos poetas, pintores e escultores representam perfeitamente a verdade e a es¬sência do plano inteligível, sendo a atividade do artista um fazer nobre, imprescindível para o engrandecimento da pó¬lis e da filosofia.

c) na compreensão de Aristóteles, a arte se restringe à repro¬dução de objetos existentes, o que veda o poder do artista de invenção do real e impossibilita a função caricatural que a arte poderia assumir ao apresentar os modelos de manei¬ra distorcida.

d) Aristóteles concebe a mimese artística como uma atividade que reproduz passivamente a aparência das coisas, o que impede ao artista a possibilidade de recriação das coisas segundo uma nova dimensão.

e) Aristóteles se opõe à concepção de que a arte é imitação e entende que a música, o teatro e a poesia são incapazes de provocar um efeito benéfico e purificador no espectador.

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COMPETÊNCIA 33

HABILIDADE 15: Avaliar criticamente conflitos culturais, sociais, políticos, econômicos ou ambientais ao longo da história.

5.

Os escravos não testemunharam passivamente a independên¬cia. Muitos chegaram a acreditar, às vezes de maneira organiza¬da, que lhes cabia um melhor papel no palco político. Os sinais desse projeto dos negros são claros. Em abril de 1823, dona Ma¬ria Bárbara Garcez Pinto informava seu marido em Portugal, em uma pitoresca linguagem: “A crioulada fez requerimentos para serem livres”. Em outras palavras, os escravos negros nascidos no Brasil (crioulos) ousavam pedir, organizadamente, a liberda¬de!

O jogo duro do Dois de Julho: o “Partido Negro” na independência da Bahia, em João José Reis e Eduardo Silva, Negociação e Conflito. A resistência negra no Brasil escravista. São Paulo: Cia das Letras, 1988, p. 92 (adaptado).

Na perspectiva do processo de independência do Brasil, o texto ressalta a

a) influência estrangeira.

b) participação militar.

c) oposição clerical.

d) organização popular.

e) militância intelectual.

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COMPETÊNCIA DE ÁREA 4: Entender as transformações técnicas e tecnológicas e seu impacto nos processos de produção, no desenvolvimento do conhecimento e na vida social. Identificar registros sobre o papel das técnicas e tecnologias na organização do trabalho e/ou da vida social.

HABILIDADE 16: Identificar registros sobre o papel das técnicas e tecnologias na organização do trabalho e/ou da vida social.

6.

Com o desenvolvimento industrial, o proletariado não cres¬ce unicamente em número; concentra-se em massas cada vez maiores, fortalece-se e toma consciência disso. A partir daí, os trabalhadores começam a formar sindicatos contra os burgue¬ses, atuando em conjunto na defesa dos salários. De todas as classes que hoje se defrontam com a burguesia, apenas o pro¬letariado é uma classe verdadeiramente revolucionária. Todos os movimentos históricos precedentes foram movimentos mino-ritários, ou em proveito de minorias. O movimento proletário é consciente e independente, da imensa maioria, em proveito da imensa maioria. Proletários de todos os países, uni-vos!

Marx e Engels. Manifesto comunista, 1982 (adaptado).

No texto, as relações entre indivíduo e sociedade estão profun¬damente enraizadas em fatores

a) psicológicos.

b) religiosos.

c) econômicos.

d) técnicos.

e) simbólicos.

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COMPETÊNCIA 4

HABILIDADE 17: Analisar fatores que explicam o impacto das novas tecnologias no processo de territorialização da produção.

7.

A Primeira Revolução Industrial, apesar de não se basear em ciência, apoiava-se em um amplo uso de informações, aplicando e desenvolvendo os conhecimentos preexistentes. E a Segun¬da Revolução Industrial, depois de 1850, foi caracterizada pelo papel decisivo da ciência ao promover a inovação. De fato, labo¬ratórios de P&D [Pesquisa e Desenvolvimento] apareceram pela primeira vez na indústria química alemã nas últimas décadas do século XIX.

CASTELLS, 1999, p. 50.

Segundo o que preconiza o texto, é possível reconhecer uma Terceira Revolução Industrial, a partir da segunda metade do sé¬culo XX, caracterizada por

a) ser de baixo custo, facilitando a rápida substituição de equi¬pamentos e o reaproveitamento dos produtos usados.

b) estar diretamente associada à concentração da riqueza por aqueles que dispõem de recursos para dominá-la.

c) garantir o controle do meio ambiente, evitando o desperdício e a contaminação da natureza por produtos descartados.

d) assegurar o acesso a todos, independentemente do nível de renda ou de instrução, promovendo a distribuição igualitária de seus benefícios.

e) aplicar conhecimentos científicos e tecnológicos que am¬pliam o sistema de comunicações e transportes, reduzindo as distâncias e permitindo a chegada de indústrias no Ter¬ceiro Mundo.

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COMPETÊNCIA 4

HABILIDADE 19: Reconhecer as transformações técnicas e tecnológicas que determinam as várias formas de uso e apropriação dos espaços rural e urbano.

8.

Os últimos séculos marcam, para a atividade agrícola, com a humanização e a mecanização do espaço geográfico, uma consi¬derável mudança em termos de produtividade: chegou-se, recen¬temente, à constituição de um meio técnico-científico-informacio¬nal, característico não apenas da vida urbana, mas também do mundo rural, tanto nos países avançados como nas regiões mais desenvolvidas dos países pobres.

SANTOS, M. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal. Rio de Janeiro: Record, 2004 (adaptado).

A modernização da agricultura está associada ao desenvolvi¬mento científico e tecnológico do processo produtivo em dife¬rentes países. Ao considerar as novas relações tecnológicas no campo, verifica-se que a

a) Revolução Verde proporcionou tecnologias que atingem maior eficiência na produção agrícola, erradicando a fome nos países em desenvolvimento.

b) inovação tecnológica incorporada à agricultura proporcionou o aumento da produtividade, libertando o campo da subordi¬nação da cidade.

c) produção de uma infraestrutura científica e tecnológica pro¬moveu uma interação socioespacial entre o campo e a cidade.

d) introdução de novas fontes e alternativas tecnológicas de¬mocratizou o acesso à terra, refletindo na maior fixação do homem no campo.

e) tecnificação das atividades rurais acelerou a cadeia produti¬va industrial, subordinando a cidade ao campo.

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9.

Macaque in the trees
Enem OVALE

A fábrica da Ford em River Rouge, nos EUA, inaugurada em 1928, ocupava 8 km2 e chegou a ter 120 mil operários 

Macaque in the trees
Enem OVALE

A fábrica da Ford em Camaçari, no Brasil, inaugurada em 2001, ocupa 1,6 km2 e tem 8 mil operários.

As formas de uso e apropriação do espaço urbano observadas entre a fábrica fordista e a fábrica pós-fordista são explicadas, principalmente, pela introdução da estratégia de organização produtiva denominada

a) regulação.

b) terceirização.

c) padronização.

d) hierarquização.

e) horizontalização.

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COMPETÊNCIA 4

HABILIDADE 20: Selecionar argumentos favoráveis ou contrários às modificações impostas pelas novas tecnologias à vida social e ao mundo do trabalho.

De um lado, ocorre que, hoje, cada vez mais intensamente, cresce o número de pessoas que, embora procurando trabalhar, não conseguem colocação e não contam com qualquer outra forma de sobrevivência. Assim, ainda que, objetivamente, haja condições para que disponham de mais tempo livre e possam preenchê-lo de forma mais independente, aumenta o número da¬queles que, ao invés de tempo livre, vivem um tempo sem ocu¬pação, sentem-se pressionados pela condição de não trabalho e, portanto, impedidos de crescerem enquanto indivíduos.

Oliva-Augusto, Maria Helena. Tempo, indivíduo e vida social. Cienc. Cult. Out/dez 2002, vol 54, nº 2, p.30-33.

As ideias do texto indicam as modificações impostas pelas novas tecnologias à vida social e ao mundo do trabalho, em que

a) a ocorrência do desemprego como fenômeno social atinge ape¬nas os trabalhadores que não se dedicam com afinco ao trabalho.

b) a necessidade do indivíduo de ampliar o tempo disponível para o lazer – mérito daqueles que trabalham – vem oca¬sionando a redução da jornada de trabalho, melhorando a qualidade de vida do trabalhador.

c) há a ideia de que o capitalismo é a sociedade das oportu¬nidades; portanto, somente não trabalham indivíduos sem iniciativa.

d) cresce a noção, na sociedade capitalista, de que o tempo não pertence ao indivíduo, mesmo não formalmente ocupado.

e) há a concepção de ócio como merecimento advindo do tra¬balho exaustivo e como meta a ser alcançada por todos.

Macaque in the trees
Gabarito

Macaque in the trees
Gabarito

Macaque in the trees
Gabarito

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