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Economia
Agosto 26, 2017 - 02:54

Empresário procura R$ 148 milhões de investidor para bancar Aerovale

Aerovale Caçapava

Aerovale. O engenheiro civil Fabiano Dias, 34 anos, funcionário do Aerovale, mostra maquete do projeto

Foto: /Rogério Marques/OVALE

Megaempreendimento em Caçapava começou a ser construído em 2013 e, por causa da crise e embargo do MP, negócio levou Grupo Penido à recuperação judicial; a empresa procura agora investidores para concluir obras

Xandu [email protected]
Caçapava

Superação tornou-se o mantra do empresário Rogério Penido, de São José, que foi do céu ao inferno em cinco anos. Da euforia de ver, em 2012, um dos mais ambiciosos empreendimentos do Vale do Paraíba sair do papel até a quase derrocada da empreitada, neste ano.

Ele é idealizador do Aerovale, agora CEA (Centro Empresarial Aeroespacial), um complexo industrial, logístico e comercial com estrutura aeroportuária (pista para pousos e decolagens) construído em Caçapava em área de 2,2 milhões de m².

A ideia nasceu gigante: R$ 200 milhões de investimento para gerar negócios de até R$ 10 bilhões e 50 mil empregos.

Mas a crise dificultou o crédito, os negócios recuaram, os clientes minguaram e, para piorar, o negócio sofreu embargo do Ministério Público em fevereiro 2015.

Em março, o grupo Penido entrou com pedido de recuperação judicial, acumulando dívidas de R$ 38,5 milhões.

"Em nenhum momento pensei que estaria perdido, nunca, senão não dava certo", afirma Penido.

Agora, o empreendimento deixou a zona do rebaixamento. O embargo do MP foi levantado no ano passado, após assinatura de um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), e a recuperação judicial foi aprovada por 94% dos credores, em assembleia em 25 de julho.

"Equaliza toda a conta e começa uma vida nova para resolver a dívida, acertando com todo mundo", explica o empresário. "As obras continuam e estamos buscando o esforço para por para funcionar".

Com 48% das obras, Penido busca investidores para alavancar o negócio. Já foram gastos R$ 126 milhões e ele precisa de mais R$ 148 milhões. Alternativas: investidor master, parcial ou até a venda do negócio, que ele não descarta. A meta é abrir os portões em março de 2018, com pista e estrutura básica..

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