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Maio 05, 2017 - 21:23

Caminho inverso: famosos da TV trilham caminho como youtubers

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Foto: /Divulgação

Paula Maria Prado
São José dos Campos

"Youtuber". A palavra acabou de ganhar verbete no tradicional dicionário britânico Oxford. Significado: aquele que produz e publica vídeos no YouTube. Mais do que uma palavra moderninha, tornou-se sinônimo de profissão, aliás, séria. 

Mas, se o movimento natural era de youtubers tornando-se celebridades, agora ocorre um movimento contrário: famosos estão vendo na plataforma de vídeo um grande negócio. Luana Piovani, Adriane Galisteu, Giovanna Ewbank, João Gordo e Celso Portiolli foram alguns que se renderam ao YouTube. 

"Depois que me tornei mãe, pensei em um trabalho onde pudesse ter mais tempo para me dedicar a minha filha. E eu sempre quis ter um canal onde eu pudesse falar e fazer o que eu quisesse. E a repercussão e o retorno tem sido incríveis", afirmou Giovanna a OVALE.

As gravações acontecem em sua casa. "Fico com a minha família e trabalho ao mesmo tempo", diz a atriz, que recebe convidados, faz receitas, mostra seus roteiros de viagem e conta com 877 mil inscritos. 

Luana Piovani, com mais de 20 anos de carreira, lançou recentemente "Luana Sem Freio". Também em gravações caseiras, ela fala sobre diversos assuntos. Um deles, aliás, lhe rendeu um puxão de orelha: o ator Kadu Moliterno abriu um processo contra a atriz por calúnia e difamação após ela lembrar o caso em que ele foi acusado de agressão a ex-mulher.

"Não gostou? Vai procurar sua turma!", cravou no primeiro vídeo. "Você imagina alguém tentando me calar a boca? Eu não!". Ela conta com mais de 76 mil inscritos.

LIBERDADE?

Se de um lado a migração de celebridades da TV para a web é fenômeno recente, de outro,é uma aposta certeira. Hoje, segundo a consultoria Provokers, a cada dez personalidades influentes, cinco são youtubers.

Mas, a ideia de "falo e faço o que quero" bradada por todos tem limites. "O artista está onde o povo está. E, por essa lógica, ele não pode ser quem ele é. A não ser, é claro, que não esteja preocupado com dinheiro", adiantou Armindo Ferreira, especialista em comunicação digital. "Uma declaração numa rede social pode ocasionar uma quebra de contrato. É importante ressaltar que na web o 'feedback' é imediato". Ainda segundo ele, é preciso estabelecer diálogos. "Em tese, só vou me abrir nas redes se eu estiver disposto a dialogar e a lidar com o que virá a partir dele. Senão vira um monólogo!", alertou.

Em tempo, no Brasil, 85 milhões de pessoas tem o hábito de ver vídeos na internet e 82 milhões o fazem no YouTube. 

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