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Maio 03, 2017 - 01:25

Uma multidão se despede de Belchior

Belchior (Recorte)

Belchior (Recorte)

Foto: Divulgação

Cantor foi sepultado nesta terça-feira (2) em Fortaleza

Da Redaçã[email protected]

Uma multidão acompanhou nesta terça-feira (2) a despedida ao cantor Belchior. Morto no domingo (30), em Santa Cruz do Sul (RS), vítima de um rompimento na aorta, o músico voltou ao seu Estado natal para ser velado e sepultado. Depois do velório em Sobral (CE), onde Belchior nasceu e viveu até os 16 anos, o corpo foi transportado a Fortaleza sendo recebido no Centro Cultural Dragão do Mar. 

Um caminho foi montado para que o público pudesse prestar suas homenagens. E a fila de fãs foi extensa. O sepultamento ocorreu no cemitério Parque das Paz, às 9h. 

BIO

Antônio Carlos Gomes Belchior se fez notado em 1971 ao vencer o 4º Festival Universitário de MPB, promovido pela extinta TV Tupi, com a música "Na hora do almoço".

Ainda na capital cearense teve contato com Fagner, Cirino, entre tantos outros, num grupo que ficou conhecido como "Pessoal do Ceará". Antes mesmo dos amigos, desembarcou no Rio de Janeiro em 1971. E foi graças a canção "Mucuripe" que tornou-se nacionalmente popular. 

Mas foi com "Como nossos pais" que Belchior alcançou o estrelado. Principalmente depois de Elis Regina ter gravado a canção para o seu disco "Falso Brilhante". Tornou-se um clássico. 

Belchior possuia 18 discos, sendo 12 LPs e seis CDs. Considerado seu melhor disco, "Alucinação", de 1976, reuniu canções como "Apenas um rapaz latino-americano", "Palo Seco", "Como nossos pais" e Velha roupa colorida". 

Em 2009, o músico optou por sair de cena. Chegou a morar no Uruguai, onde concedeu uma entrevista a TV Globo. Depois voltou ao país. 

LUTO

“Recebi com profundo pesar a notícia da morte do cantor e compositor cearense Belchior. Nascido em Sobral, foi um ícone da música popular brasileira e um dos primeiros cantores nordestinos de MPB a se destacar no país, com mais de 20 discos gravados. O povo cearense enaltece sua história, agradece imensamente por tudo que fez e pelo legado que deixa para a arte do nosso Ceará e do Brasil”, disse Camilo Santana, governador do Ceará.

Foi decretado luto por três dias. 

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