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Maio 03, 2017 - 01:24

Morre o escritor Eduardo Portella, integrante da ABL

Eduardo Portella

Eduardo Portella

Foto: Agência Brasil

"Brasil um excepcional pensador da cultura", afirma em nota presidente da ABL

Paula Maria [email protected]

"Não são da competência apenas de uma repartição ou de um ministério. São ambas, ou uma só, políticas de Estado. Por essas e outras razões, tem faltado cultura à educação e educação à cultura. E, na falta de ambas, facilita-se ou contribui-se para a proliferação da violência e da criminalidade".

A frase certeira é de Eduardo Portella, ex-ministro da educação, escritor e professor, ocupante da Cadeira 27 da ABL (Academia Brasileira de Letras) em seu último artigo escrito em janeiro para o jornal "O Globo". Portella morreu nesta terça-feira (2) vítima de uma parada cardíaca. Ele estava internado desde o domingo (30) no hospital Samaritano, no Rio de Janeiro.

Baiano, nascido em Salvador em 8 de outubro de 1932, Portella formou-se em direito na UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), em 1955. Na ocasião, já fazia colaborações para a imprensa local em críticas literárias. 

Estudou filologia e literatura e publicou na mesma década seu primeiro livro "Aspectos de la poesía brasileña contemporánea", lançado na Espanha no tempo em morou fora do país. De volta ao Brasil, foi professor da própria UFPE e na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), na qual tornou-se professor emérito. 

Esteve a frente da pasta do Ministério da Educação e Cultura em 1979, no início do governo de João Figueiredo, último presidente do regime militar. Foi demitido um ano depois após ter apoiado a greve dos professores da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. 

Na década de 1980, foi secretario estadual de Cultura no Rio de Janeiro e em 1988 foi nomeado diretor-geral da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), com sede em Paris.

IMORTAL.

Portella ingressou na ABL em 1981. "Com a ausência de Portella, perde o Brasil um excepcional pensador da cultura, um professor e crítico de alta presença e porte", afirmou o presidente da casa, Domício Proença Filho.

Autor de mais de 20 obras, o escritor fundou e dirigiu a editora Tempo Brasileiro. Portella deixou a esposa, Célia Portella, e uma filha, Mariana.

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