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Política
Maio 01, 2017 - 20:25

Reajuste da tarifa técnica em Taubaté sai até junho

Ônibus da ABC Transportes em Taubaté

Ônibus da ABC Transportes em Taubaté

Foto: Arquivo/OVALE

Passageiros pagam hoje R$ 3,30, mas ABC recebe R$ 3,40, pois R$ 0,10 são custeados pela prefeitura; subsídio será ampliado

Redação
Taubaté

O governo Ortiz Junior (PSDB) deve definir até junho qual será o reajuste da tarifa técnica do transporte público. A decisão irá impactar no subsídio que a prefeitura repassa mensalmente à ABC Transportes, concessionária responsável pelo serviço.

Atualmente, a tarifa pública (aquela que é paga pelo passageiro) é de R$ 3,30. Já a técnica (a que deve ser recebida pela empresa) é de R$ 3,40. Essa diferença, hoje em R$ 0,10, é compensada pelo município. Por mês, o impacto desse subsídio nos cofres públicos é de cerca de R$ 240 mil.

REAJUSTE. Em entrevista na semana passada, Ortiz manteve o discurso de que não haverá reajuste da tarifa pública esse ano. “Acho que a gente vive um momento delicado de crise, a gente tem carga grande de pressão em cima do trabalhador. Entendo que aumento de tarifa pública nesse momento não é adequado”, afirmou.

Para calcular a nova tarifa técnica, vão ser levados em consideração fatores como variação de salários pagos pela ABC (peso 0,58), inflação (peso 0,14), variação do preço dos veículos (peso de 0,13) e também a variação do preço médio do óleo diesel no município (peso de 0,12).

“A Secretaria de Mobilidade Urbana está fechando esses números [sobre o reajuste da tarifa técnica], ainda está estudando. Deve ser decidido entre maio e junho”, disse Ortiz.

SUBSÍDIO. A distinção entre tarifas – técnica e pública – passou a ser adotada no município em agosto de 2015. O modelo foi implantado por determinação da Justiça, em ação em que o Ministério Público contestava o contrato firmado entre prefeitura e ABC em 2009, e que tem validade até o ano de 2024.

Além de estabelecer a diferenciação entre tarifas pública e técnica, com subsídio pago pela prefeitura, a decisão judicial previa a integração entre ônibus e transporte alternativo até janeiro de 2016, mas o prazo não foi respeitado pelo governo Ortiz.

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