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Política
Abril 29, 2017 - 00:11

Ortiz diz que Paulo Miranda furou fila por vereadores

O prefeito de Taubaté, Ortiz Junior (PSDB)

Duelo. À esquerda, Paulo Miranda, que foi prefeito interino. Acima, Ortiz Junior

Foto: /Rogério Marques/OVALE

Segundo prefeito, o ex-vereador, que administrou a cidade interinamente, autorizou pelo menos seis servidores a furarem fila da licença-prêmio, a pedido de parlamentares; Paulo Miranda nega a acusação

Redação
Taubaté

 O prefeito de Taubaté, Ortiz Junior (PSDB), afirmou que o ex-vereador Paulo Miranda (PEN), que comandou o município interinamente entre agosto e novembro do ano passado, autorizou – a pedido de outros vereadores – que pelo menos seis servidores furassem a fila da licença-prêmio.

A afirmação foi feita pelo tucano durante entrevista ao jornal na última terça-feira. Segundo Ortiz, nos pedidos de pagamento constam, inclusive, os nomes dos vereadores – seriam ao menos dois — que teriam solicitado a manobra.

O tucano, no entanto, não informou quem seriam esses vereadores e não disse se alguma providência foi adotada pela prefeitura. “Tem pedidos lá, específicos, com o nome do vereador, que o Paulo Miranda assinou, inclusive assinado com o nome do próprio vereador”, disse Ortiz.

“O próprio vereador apresentou pedidos ao Paulo Miranda e o Paulo Miranda liberou, pontualmente, cinco ou seis licenças-prêmio a pedido desses vereadores — principalmente dois que estão lá [na Câmara ainda], que fazem tempestade em copo d’água”, completou.

TRAMITAÇÃO. Segundo Ortiz, os pagamentos de licença-prêmio efetuados dentro da ordem cronológica não passam pelo prefeito: a lista é elaborada pelo setor de Recursos Humanos e recebe aval da Secretaria de Finanças.

Apenas casos específicos – servidores que precisam pagar tratamentos de saúde, por exemplo – passariam pelo gabinete.

OUTRO LADO. Paulo Miranda comandou a prefeitura durante quase 100 dias, durante o afastamento de Ortiz Junior e do vice, Edson Oliveira (PSD), que estavam com os mandatos cassados pela Justiça Eleitoral.

O ex-vereador nega a acusação do atual prefeito. “É mentira dele. Nunca recebi nenhuma orientação de vereador para furar a fila por alguém”, disse. “Se ele diz que é verdade, que fale então quem são os vereadores que pediram isso”, completou.

Miranda diz, no entanto, ter recebido – e aprovado — “alguns” pedidos de servidores que tinham pressa para receber os valores. “Quando um servidor me procurava, eu avaliava a necessidade e, se ele precisasse muito, eu dava autorização ao RH. Era um direito deles receber. Mas nunca soube se o RH pagou ou não”, afirmou.

“Eu recebia pedidos direto dos servidores, porque entrava pela porta da frente da prefeitura, e não pelos fundos, para me esconder”, concluiu, em crítica indireta a Ortiz.

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