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Abril 19, 2017 - 02:55

Em Caçapava, a memória da épica rendição nazista aos militares brasileiros

Exército

hOMENAGEM Batalha completa 72 anos e será lembrada em evento no próximo dia 29, em Caçapava

Foto: Danilo Alvim

Em novo capítulo da série especial, OVALE narra a batalha de 'Fornovo di Taro', última das grandes vitórias da FEB (Força Expedicionária Brasileira) na Segunda Guerra

Danilo Alvim
Caçapava

Marcada pela rendição nazista a tropas brasileiras, a batalha de Fornovo di Taro protagonizou a última das grandes vitórias da FEB (Força Expedicionária Brasileira) em sua campanha na Segunda Guerra Mundial, frente aos países do eixo liderados por Alemanha, Japão e Itália.

Comandados pelo coronel Nelson de Melo, o batalhão do 6º RI (Regimento Ipiranga), com sede em Caçapava, cercou a região onde se encontravam os militares dos países do Eixo. Após constantes ataques dos dois lados, tropas brasileiras que contavam com apoio norte-americano negociaram a entrega incondicional das tropas da 148ª Divisão Alemã e da 90ª Divisão Panzer Granadier, além de remanescentes da Divisão Italiana Bersaglieri.

De acordo com a descrição de tenente-coronel Castelo Branco, eles estavam numa sala de uma vivenda de campo, sendo apresentados a três oficiais alemães do Estado-Maior de uma Divisão, que pediram condições para a rendição. Os brasileiros afirmaram que só podia ser incondicional. Os alemães falaram em honra militar e em princípios de humanidade, mas no final aceitaram a rendição.

Na ação foram capturados 14.739 prisioneiros, cerca de 1.500 viaturas, 4.000 canhões e um variado estoque de armamento e munição. Muitos desses objetos ficaram em posse dos pracinhas brasileiros que doaram ao museu do 6º Batalhão de Infantaria Leve, onde estão expostos as relíquias atualmente.

"Ficamos contentes quando acabou. Eles se renderam e ficaram sem armamento. Dali voltamos ao quartel general em Nápoles. Não ficamos na cidade, ficamos acampados em um campo até chegar o navio para nos levar de volta ao Brasil em 15 dias de viagem", conta o segundo-tenente Benedito Sebastião do Amaral, de 94 anos, um dos remanescentes do conflito.

O conflito registrou cinco mortes entre os militares brasileiros e cerca de 50 ficaram feridos.

RECONHECIMENTO. A batalha histórica completa 72 anos em 2017. Em comemoração a data, o 6.º Bil de Caçapava promove no próximo dia 29, dia da rendição, um encontro que reúne pracinhas do Brasil inteiro. Na edição do ano passado, 20 ex-combatentes estiveram presentes e desfilaram cheios de medalha nas viaturas da época da Guerra.

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