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Abril 18, 2017 - 00:45

Invasão do MST será analisada por equipe jurídica de Ortiz

MST invade área do autódromo em Taubaté

Assentamento. MST ocupa área da antiga Fazenda Guassahy, às margens da Dutra, sentido Rio

Foto: /Rogério Marques

Grupo alega que o terreno pertence à Prefeitura de Taubaté e que a falta de uso social levou à escolha do local para a ocupação. Área, que fica às margens da Via Dutra, tem 300 hectares e já foi ocupada pelo MST em 2010

Hernane Lélis
Taubaté

A ocupação de uma área da antiga Fazenda Guassahy, às margens da Via Dutra, em Taubaté, por integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), será analisada hoje pelo governo Ortiz Junior (PSDB). A equipe do tucano pretende submeter o caso à Secretaria de Negócios Jurídicos, o que pode resultar em uma ação de reintegração de posse.

O grupo ocupou a área na madrugada dessa segunda-feira, por considerar o terreno de 300 hectares improdutivo e sem nenhuma função social. "Estamos em 100 famílias e nosso objetivo é reivindicar o assentamento nessa ou em outra área na região do Vale", disse Suelyn da Luz, 31 anos, integrante da direção regional do MST.

A assessoria de imprensa da prefeitura informou, por meio de nota, que vai avaliar a necessidade de acionar a Secretaria de Negócios Jurídicos "para adotar as medidas cabíveis". Agentes da Guarda Municipal estiveram ontem na área para conversar com os líderes do grupo e sobre a ocupação.

Na antiga Fazenda Guassahy os integrantes do MST montaram barracos para as famílias e pretendem iniciar pequenas atividades agrícolas. Diversas bandeiras do MST foram hasteadas e cartazes foram produzidos com dizeres contra a reforma da Previdência, a favor da reforma agrária e em memória dos assassinatos em Carajás (PA), ocorridos em 1996.

O terreno já foi ocupado pelo grupo em 2010. Segundo a organização do MST, na época a prefeitura tinha a intenção de construir um autódromo no local, mas nada foi feito.

Após essa ocupação, o grupo teria iniciado junto ao Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) um processo de vistorias para possíveis assentamentos no Vale.

ÁREA. O terreno ocupado pelo MST tem cerca de 300 hectares (cada hectare corresponde, aproximadamente, à um campo de futebol de medidas oficiais) e, segundo o grupo, está abandonado e pertence à Prefeitura de Taubaté.

Funcionários de empresas próximas ao local informaram que a área é usada para criação de gado e, eventualmente, provas esportivas.

Uma lei municipal aprovada em 2010 autorizou a prefeitura a doar parte do terreno para empresas do grupo Unimetal Participações, ao qual pertence a Brasil Carbonos S/A, proprietária de uma extensa área contígua ao local ocupado. A Petrobras Distribuidora é sócia do Grupo Unimetal no empreendimento.

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