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Abril 18, 2017 - 00:45

Tarifa a R$ 4,10 gera crítica de passageiros em São José

Transporte coletivo de São José dos Campos

Foto: Rogério Marques / O VALE /

Passagem vai passar dos atuais R$ 3,80 para R$ 4,10 a partir do próximo dia 27 de abril; população critica o serviço oferecido

João Paulo Sardinha
São José dos Campos

A tarifa do transporte coletivo de São José dos Campos vai passar de R$ 3,80 para R$ 4,10 em 27 de abril. O novo valor foi divulgado pela prefeitura ontem, após análise do pedido apresentado pelas três empresas que operam o sistema.

Em 17 de fevereiro, as concessionárias haviam solicitado um aumento de até 30% na passagem de ônibus, saltando dos atuais R$ 3,80 para R$ 4,97. O reajuste definido pela Secretaria de Mobilidade Urbana ontem foi de 7,89%. Aos domingos, a passagem na cidade custará R$ 3,60 para quem pagar com cartão eletrônico.

O reajuste tarifário anterior havia acontecido em janeiro de 2016, quando o ex-prefeito Carlinhos Almeida (PT) autorizou o aumento de R$ 3,40 para R$ 3,80. A subida de 11% ficou no mesmo patamar da inflação acumulada.

Isenção. A indefinição sobre o valor do aumento durou dois meses. O martelo só foi batido ontem porque a Câmara de São José aprovou, em 6 de abril, projeto do governo Felicio Ramuth (PSDB) que concede isenção de ISS (Imposto Sobre Serviços) para as três empresas do transporte coletivo.

A isenção de ISS concedida às empresas Expresso Maringá, Viação Saens Pena e CS Brasil começou em abril de 2014, durante a gestão petista. À época, a bancada do PSDB votou contra. O benefício tinha expirado em 31 de dezembro de 2016. Com a aprovação do novo texto, neste mês, a desoneração volta a valer.

Atualmente, mais de 180 mil pessoas utilizam diariamente o transporte coletivo de São José dos Campos.

Críticas. O anúncio teve impacto imediato. Usuários do sistema afirmaram que o serviço oferecido não justifica o valor a ser cobrado em 27 de abril. "Se tivesse internet e lugar para todos irem sentados, tudo bem. Agora, R$ 4,10 para ir em uma 'lata de sardinha', não vale nem R$ 2", disse o corretor Gustavo Lemos Alves.

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