São José dos Campos
13º / 23º
Tempo nublado parcialmente com névoa e chuviscos isolados
BRASIL &
February 4, 2012 - 03:51

Reforma de Dilma emperra as alianças de Haddad em S. Paulo

 O ministro da Educação, Fernando Haddad, e a presidente Dilma Rousseff participam de cerimônia no Palácio do Planalto, em setembro do ano passado; Haddad deixou o Ministério da Educação neste ano para disputar a Prefeitura de São Paulo nas eleições deste ano; Aloizio Mercadante assumiu  a pasta

Fabio Rodrigues Pozzebom/11set2011/ABr

Comando da campanha petista pressiona a presidente a atender o PR e o PDT nas mudanças em sua equipe ministerial

BRASÍLIA/AE

Sem con seguir fechar alianças de peso para impulsionar a candidatura de Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo, o comando da campanha petista pressiona a presidente Dilma Rousseff a atender o PR e o PDT na reforma ministerial.
A avaliação interna é a de que Haddad precisa anunciar logo o apoio de um partido aliado para criar fato político e neutralizar comentários de que o PT depende do PSD do prefeito Gilberto Kassab.
O PT deixou até de reivindicar o Ministério do Trabalho, ocupado interinamente por Paulo Roberto Pinto (PDT) desde a queda de Carlos Lupi, em dezembro. Motivo: a direção petista sabe que o PDT não quer trocar de cadeira na Esplanada e decidiu não mais esticar a corda.
A recondução de um nome indicado pelo PR para o Ministério dos Transportes também é considerada fundamental para o partido fechar coligação com Haddad em São Paulo.

Campanha.
Uma aliança com o PR pode garantir pelo menos três minutos de tempo de televisão no horário gratuito para o ex-ministro da Educação, pouco conhecido do eleitorado.
"Nós acreditamos que a presidente Dilma tem interesse em recompor com o PR e, sendo assim, esperamos continuar à frente dos Transportes", disse o deputado Milton Monti (PR-SP).
No PDT, porém, a disposição para subir no palanque de Haddad parece mais distante. "Se depender de mim, o Haddad não vai sair do lugar", afirmou o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), pré-candidato à Prefeitura de São Paulo. "Não tem acordo no primeiro turno nem com cargo nem sem cargo."

Vice.
Longe dos holofotes, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva comanda as articulações sobre a sucessão em São Paulo. Embora mostre empolgação com a proposta de Kassab, que chegou a sugerir um vice do PSD para Haddad, Lula não desistiu de convencer o PMDB a apoiar o PT na capital. No diagnóstico de Lula, o deputado Gabriel Chalita, pré-candidato do PMDB, seria o vice ideal para seu afilhado.
Uma ala do PT, porém, avalia que o candidato a vice pode sair do PR do vereador Antonio Carlos Rodrigues, caso Haddad não consiga atrair o PMDB e seu invejável tempo de TV. Na prática, o comando da campanha petista não acredita e nem quer uma aliança com Kassab.
"O PT, nesse momento, está buscando entendimento com partidos da base aliada do governo Dilma", disse Haddad.
A cúpula do PR fez da reforma ministerial seu trunfo político e só espera um sinal da presidente para declarar apoio a Haddad. O partido quer trocar o titular dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, que assumiu o ministério em julho, após a queda de Alfredo Nascimento, outro nome envolvido em denúncias de corrupção no governo.
Apesar de Passos ser filiado ao PR, a legenda o considera como "cota pessoal" de Dilma e pede sua substituição para retornar à base aliada governista. Até agora, a bancada do PR na Câmara apresentou dois nomes para a cadeira ocupada por Passos: o do deputado Milton Monti e o de seu colega Luciano Castro (PR-RR). Já para o Ministério do Trabalho a disputa é entre o secretário-geral do PDT, Manoel Dias, e o deputado Vieira da Cunha (RS), amigo de Dilma.
Indiferente à agonia petista, a presidente não demonstra pressa em concluir a reforma ministerial, e as trocas estão sendo feitas a conta-gotas.
Haddad tentou desvincular ontem a cessão de um terreno da Prefeitura de São Paulo para o Instituto Lula das eventuais negociações em torno de uma aliança com o PSD. De acordo com o petista, a concessão do espaço não vai interferir na discussão da eventual composição entre PT e PSD.

 

Publicidade
Publicidade

BLOGS

Blogs

Artigos dos blogueiros de O VALE

LEIA TAMBÉM