BELO HORIZONTE/AE
Fortalecido pela vitória na eleição majoritária estadual, capitaneada pelo ex-governador e senador eleito, Aécio Neves, o PSDB mineiro aposta que a prática irá evidenciar o fim da hegemonia paulista no partido.
Aécio já articula apoios visando estabelecer uma agenda própria do Congresso, para tirar o Parlamento do que considera um papel de submissão em relação ao Executivo.
A intenção é fazer com que o Legislativo tome a iniciativa de discutir reformas estruturantes para o país.
Oposição. O secretário-geral do PSDB, deputado federal Rodrigo de Castro (MG), admite que a perda de espaço no Congresso “é um dificultador a mais para a oposição”, especialmente em relação ao Senado, mas diz que o objetivo é fazer uma “oposição de qualidade”.
“Vai ser sempre uma oposição firme, uma oposição serena, é claro, sempre visando o bem do Brasil, dialogando quando tem de dialogar, mas também mostrando os pontos fracos e mostrando os caminhos. Com certeza será uma oposição de qualidade”, afirmou Castro, ao comentar o resultado da eleição presidencial de domingo.
Um dos mais importantes aliados de Aécio, o secretário-geral considera agora fundamental a união do partido.
Guerra. O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), adiantou que o PSDB considerou a disputa “desequilibrada”, visto que, na sua opinião, Serra precisou enfrentar não só a adversária, mas também a máquina pública.