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September 19, 2013 - 04:11

Com leilão da BR-050, governo insiste na concessão da BR-262

 Trecho da BR-050 paralisado por protesto de caminhoneiros; Consórcio Planalto venceu o leilão

Divulgação

Consórcio Planalto bateu sete concorrentes ao oferecer deságio de 42,38% sobre a tarifa máxima

Brasília/Folhapress

A ministra Gleisi Hoffmann (Casa Civil) afirmou ontem que o governo espera que os consórcios perdedores do leilão da rodovia BR-050 poderão se interessar pelo leilão na BR-262.

O prazo para oferta de interessados se esgotou na última sexta-feira e, como não houve interessados na rodovia, o Planalto age para apresentar compensações a investidores.

O Consórcio Planalto bateu os sete concorrentes e venceu o leilão da rodovia BR-050, entre Goiás e Minas Gerais, ao oferecer um deságio de 42,38% sobre a tarifa máxima. O Planalto é formado pela Senpar, Construtora Estrutural, Construtora Kamilos, Ellenco Construções, Greca, Maqtera, Engenharia e Comércio Bandeirantes, TCL Tecnologia e Construções, e Vale do Rio Novo Engenharia.

As propostas ainda serão analisadas pelo governo antes do vencedor ser efetivamente anunciado.

Investimentos.

O grupo terá direito de administrar a rodovia por 30 anos. O investimento previsto para o trecho no período é de R$ 3 bilhões. "A avaliação do governo é positiva em relação a esse primeiro leilão. O nível dos deságios demonstra um interesse do mercado em relação à rodovia BR-050, mostrando que é competitiva para investimentos e também apresentando à sociedade o resultado de um pedágio que avaliamos justo, equilibrado", disse a ministra.

Segundo ela, os demais concorrentes por esse trecho poderão se interessar pela rodovia entre Minas Gerais e Espírito Santo.

Riscos.

O leilão da BR-262 não teve interessados porque, preocupados com os riscos relacionados à participação do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) na duplicação da rodovia, investidores recusaram-se a apresentar propostas. "Nós queremos recolocar a BR-262 em processo de licitação. Vamos ouvir todos os setores."

 Rodovia federal, consórcio Planalto vence
Foto: Divulgação/ABr

 
Economista critica modelo de concessões
Idealizador do plano Real, o economista Edmar Bacha criticou o modelo adotado para as concessões de rodovias e disse que não havia motivo para uma "surpresa" do governo com o encalhe da BR-262.

Bacha afirmou que o governo demorou tanto para fazer as concessões e agora o fez "de qualquer jeito". Um dos problemas, diz, é que não foram feitos estudos completos para determinar a demanda de cada rodovia e a rentabilidade necessária para o investidor.

Bacha disse que o ideal seria indagar ao interessado o quanto de receita ele quer para assumir a concessão e dar mais prazo de licença, se ele achar que vai demorar mais tempo para recuperar o investimento. O economista avalia ainda que houve uma pressa excessiva para realizar as concessões.
 

 

 

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