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February 16, 2017 - 11:13

Ensino integral: falta de estrutura e desvio de função geram crítica

 Ensino no chão. Alunos dividem colchonetes e dormem no chão durante uma atividade do ensino integral. Segundo funcionários, essa é a realidade de todas as escolas que oferecem esse programa

ARQUIVO PESSOAL

Taubaté

O ano letivo na rede municipal de Taubaté mal começou e já surgiram novas reclamações de falta de estrutura e de desvio de função dos servidores de atuam no ensino integral, cuja ampliação é uma das 'vitrines' da gestão Ortiz Junior (PSDB).

Segundo funcionários do programa, a estrutura das escolas não é suficiente para o atendimento dos alunos, que correspondem a 16 mil dos 42 mil matriculados na rede.

A reportagem teve acesso a fotos que mostram estudantes dormindo em uma sala de aula. Alguns dividem um mesmo colchonete, e outros estão deitados no chão.

A cena, segundo os funcionários, evidenciaria a falta de atividades desenvolvidas nesse programa e também a falta de estrutura, já que aparentemente não há colchonete para todos os alunos.

Função.
Outra crítica é de desvio de função. Os auxiliares do ensino integral, que são contratados por meio de um convênio com a Fust (Fundação Universitária de Taubaté), reclamam que são obrigados a executar atividades que não estão previstas no contrato.

A reportagem teve acesso a uma escala de trabalho de uma escola do São Gonçalo, na qual os auxiliares são destacados para funções que caberiam a secretários, vigias e inspetores. Além disso, ficam responsáveis por todos os alunos, e não apenas pelos estudantes do ensino integral.

Assim como no caso da falta de estrutura, esse desvio de função seria recorrente em toda a rede municipal.

Os funcionários também reclamam que em escolas como a do Esplanada Santa Terezinha foram obrigados a pintar a unidade na volta das férias.

Outro lado.
Indagada, a prefeitura negou problemas de falta de estrutura e de projetos. Sobre as fotos, alegou tratar-se do momento de descanso, e que os estudantes têm "autonomia" para decidir se vão deitar sozinhos, em dupla nos colchonetes ou no chão.
Sobre o possível desvio de função, a prefeitura disse que os servidores atuam dentro do que está previsto no edital.

Sobre a pintura das escolas, a prefeitura diz ter sido feita pela Secretaria de Obras.


Funcionários de terceirizada apontam falhas em pagamento

Funcionários da Ergoquali, a empresa terceirizada que assumiu os servidores de enfermagem nas cinco unidades de urgência/emergência da rede municipal de Taubaté em 15 de dezembro, reclamam de problemas no pagamento de salários e adicionais.

Segundo funcionários ouvidos pela reportagem, cerca de 80% dos 300 empregados tiveram problemas como não recebimento de horas extras, dos adicionais noturnos e de insalubridade, e também do vale transporte.

O problema teria ocorrido nos meses de janeiro e fevereiro. A empresa receberá R$ 25 milhões durante os 15 meses de contrato.

Questionada pela reportagem, a Ergoquali negou os supostos problemas. "As ocorrências apontadas pela empresa são somente em relação aos funcionários que informaram incorretamente seus dados", citou a empresa, em nota.

A prefeitura informou que desconhece o problema, mas que a empresa pode ser penalizada se forem confirmados.

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