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REGIAO
February 17, 2017 - 10:49

Em 12 meses, indústria perde 5.100 empregos na RMVale

Indústria Atividade econômica

Foto: Agência Brasil

São José e Taubaté, as duas maiores cidades da região, foram as 'âncoras' dos números negativos registrados no período

Xandu Alves
São José dos Campos

Ano novo, desemprego velho. A Região Metropolitana do Vale do Paraíba acumula 5.100 empregos formais (com carteira assinada) perdidos no setor industrial nos últimos 12 meses --fevereiro de 2016 a janeiro de 2017.

Em todo ano passado, o desemprego ceifou 5.450 postos de trabalho na indústria regional. Os dados foram divulgados ontem pelo Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo).

"Teremos um ano bem difícil. Acreditamos que a recuperação vai vir, mas não será sem muito trabalho e corte de custos para o setor produtivo", disse Almir Fernandes, diretor do Ciesp em São José dos Campos.

Negativo. As duas maiores regionais do Ciesp na RMVale, São José e Taubaté, responsáveis por 36 dos 39 municípios da região, foram as "âncoras" que seguraram o emprego.

Ambas começaram o ano com números negativos, além de acumular perdas no estoque de vagas no mercado de trabalho industrial.

Formada por oito cidades, a regional de São José entrou em 2017 perdendo 50 empregos formais em janeiro, com saldo negativo de 2.650 postos de trabalho nos últimos 12 meses.

Taubaté, cuja regional reúne 28 cidades, registrou menos 20 vagas em janeiro e perda de 2.550 postos de trabalho nos últimos 12 meses. Juntas, São José e ´Taubaté acumularam 5.200 empregos perdidos em um ano.

Melhor. Quem salvou o saldo da região, pelo menos em abril, foi a regional de Jacareí, que congrega três municípios.

Eles conseguiram números positivos: 200 postos de trabalho criados em janeiro deste ano e 100, nos últimos 12 meses. Com isso, salvaram o saldo da RMVale em janeiro: criação de 130 empregos com carteira assinada no setor industrial, o que não ocorreu durante todo o ano passado.

"Olhando os números deste ano e comparando com os de 2015 e 2016, vemos que a queda de vagas ainda ocorre, mas está diminuindo", afirmou o economista Fernando Lacerda. "Isso é um bom sinal. Creio que a indústria vai começar a se recuperar no 2º semestre".

Vestuário e alimentos impulsionam em Jacareí

Os setores de confecção de artigos de vestuário e produtos alimentícios foram os que mais cresceram na geração de emprego, na regional do Ciesp em Jacareí, em janeiro deste ano. O nível de postos de trabalho nessas áreas cresceu 12,5% e 8,24%, respectivamente.

"Roupas e alimentos industrializados são produtos que têm boa saída nos meses entre o final de um ano e começo de outro. Espero que esse desempenho continue", disse o economista Fernando Lacerda.

Caíram. Na contramão, o setor de metalurgia na regional de São José do Ciesp foi o que registrou o pior desempenho em janeiro, com queda de -1,84%.

"Redução nas montadoras impactou esse setor", disse Lacerda. Em seguida, a área de produtos de minerais não-metálicos caiu -1,15% e a de bebidas, -0,92%.

Em Taubaté, a regional do Ciesp registrou queda de 17,51% no nível de emprego no setor de produtos de madeira, seguido por produtos de minerais não-metálicos (-3,86%), impressão e reprodução de gravações (-2,35%) e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-1,76%).

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